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Queimadas no Pantanal de MS aumentam 770,7% e atingem 58.878 hectares

Estudo da UFGD investiga se queimadas e agrotóxicos no Pantanal aceleram o surgimento de fungos resistentes e letais à saúde humana.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Queimadas no Pantanal de MS disparam com área queimada chegando a 58.878 hectares entre 1º de janeiro e 15 de julho e cenário climático eleva risco

Entre 1º de janeiro e 15 de julho a área queimada no Pantanal de Mato Grosso do Sul subiu 770,7%, passando de 6.762 para 58.878 hectares, e os focos de calor mais que dobraram de 69 para 149 registros, conforme o informativo do Cicoe-PEMIF elaborado pelo Cemtec e pela Assessoria do Corpo de Bombeiros Militar ASBOM.

O aumento ocorre em meio ao avanço do fenômeno El Niño e a previsões de tempo seco e quente. O Cemtec projeta máximas entre 34°C e 38°C, umidade relativa do ar entre 10% e 30% e ausência de chuva em todo o estado até 23 de julho, condições que favorecem a propagação do fogo.

O comportamento dos incêndios varia entre biomas. No Cerrado a área atingida caiu 44,5% passando de 24.783 para 14.615 hectares e os focos recuaram de 578 para 321 registros. Na Mata Atlântica a área diminuiu 12,7% e os focos tiveram redução de 44,7%, segundo o mesmo levantamento.

O Corpo de Bombeiros Militar informa atuação contínua no Pantanal desde o início do ano e relata que 402 bombeiros e bombeiras militares já foram mobilizados em ações de prevenção, preparação e combate aos incêndios em vegetação.

Apesar da piora no Pantanal, o total de ocorrências de incêndio em vegetação atendidas pelo Corpo de Bombeiros no estado apresentou queda de 16,7% no período analisado, com 1.170 atendimentos entre janeiro e 15 de julho deste ano ante 1.405 no mesmo intervalo de 2024.

Para o trimestre de agosto a outubro o Cemtec projeta níveis de risco entre Atenção e Alerta na maior parte de Mato Grosso do Sul e classificação de Alerta Alto para as regiões pantaneiras ao norte e nordeste do estado.

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