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Copa do Mundo Feminina no Brasil será a primeira da história com lucro

Torcida lotando estádio em jogo feminino com bandeiras e camisas do Brasil

Fifa projeta que a Copa de 24 de junho a 25 de julho de 2027 no Brasil terá receitas superiores a US$ 800 milhões cobrindo custos logísticos e gerando lucro

A Fifa projeta que a Copa do Mundo Feminina de 2027, marcada para 24 de junho a 25 de julho no Brasil, será a primeira edição a gerar lucro financeiro de forma independente dos contratos do torneio masculino. A entidade prevê um aporte estrutural de US$ 800 milhões e estima que o volume total de arrecadação será maior que esse valor cobrindo integralmente os custos logísticos e estruturais.

O potencial de lucratividade está ligado ao engajamento do público, a um plano de mídia robusto e a parcerias comerciais estratégicas que já incluem a venda dos direitos de exibição para os Estados Unidos pela plataforma Netflix. A política de ingressos vai priorizar preços acessíveis para atrair torcedores aos estádios e promover inclusão, com a abertura das vendas e a definição dos valores apenas após o término do Mundial masculino de 2026.

Em reportagem da CNN Brasil a projeção é apresentada como marco da maturidade econômica do futebol feminino no país e como reflexo do enorme potencial comercial que o mercado brasileiro oferece.

O crescimento da demanda por partidas femininas já aparece em números recentes. Nos amistosos da seleção brasileira contra os Estados Unidos em junho foram 31.336 torcedores na Neo Química Arena em São Paulo e 55.744 na Arena Castelão em Fortaleza, este último o maior público da história para um amistoso da seleção feminina no Brasil. No ambiente digital houve aumento de 350 por cento nas buscas pelo termo “Copa do Mundo Feminina 2027” no Google Trends nos últimos 30 dias no Brasil e um pico classificado como aumento repentino no domingo 5.jul.2026 após a eliminação da seleção brasileira na Copa de 2026, com avanço de 70 por cento em relação ao dia anterior.

Ruskaya Zanini, Chief Operating Officer da FSports, comentou a dimensão da oportunidade comercial.

“A realização da Copa do Mundo de 2027 representa uma oportunidade sem precedentes para impulsionar negócios, investimentos e exposição do futebol feminino na América Latina.”

A FSports detém os direitos de comercialização do futebol feminino da CBF no ciclo 2025–2029 e atua no fomento comercial e no fortalecimento de competições para promover um mercado rentável.

Rene Salviano, especialista em marketing esportivo e CEO da Heatmap, que trabalha em parceria com a FSports na comercialização e gestão de patrocínios, ressaltou o impacto do evento na consolidação da modalidade.

“A Copa do Mundo Feminina é um evento com potencial disruptivo para consolidar definitivamente a modalidade no cenário nacional. Os recordes sucessivos de público nos amistosos recentes não são apenas números isolados”

A competição terá partidas distribuídas por diferentes regiões do Brasil, em oito cidades sedes e em arenas que foram usadas na Copa do Mundo masculina de 2014. O cronograma das partidas ainda será definido para posicionar a seleção brasileira e equipes de maior torcida em estádios de grande capacidade e o próximo passo anunciado é a definição dessas datas antes da abertura das vendas de ingressos.

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