Queda de avião matou piloto e pesquisadora alemã em Campo Grande
Na manhã desta sexta-feira duas pessoas morreram após a queda de uma aeronave que havia decolado do Aeroporto Santa Maria e caiu em área de mata próxima ao Condomínio Atlântico
Dois ocupantes da aeronave morreram no acidente ocorrido nas imediações do Aeroporto Santa Maria, na saída para Três Lagoas, em Campo Grande. As vítimas foram identificadas como o piloto Henrique Martin e a pesquisadora alemã Lydia Theresia Möcklinghoff, e a aeronave seguia com destino a Aquidauana, a 141 quilômetros da capital.
Conforme consulta ao RAB da ANAC, a matrícula da aeronave é PT-WYQ e o modelo registrado é NEIVA EMB-810D, fabricado em 1983. O Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade tem validade até 4 de junho de 2027, e o registro indica autorização para voo IFR noturno, sem pendências financeiras ou jurídicas apontadas.
Detalhes do acidente
Os destroços foram encontrados em uma área de mata próxima ao Condomínio Atlântico por um funcionário do hangar que fazia buscas a pé desde as primeiras horas da manhã. A aeronave foi localizada do lado direito da pista nas proximidades do aeroporto.
O perfil do piloto nas redes sociais mostra convivência com a aviação e registros de voos pelo Estado, inclusive no Pantanal, e fotos da família. O amigo Clauss Ferracini Mendonça, que mora em Araçatuba e tinha hangar em Campo Grande, relatou a atuação e a relação profissional com Henrique. “Recebi com muita tristeza a notícia do falecimento do Henrique. Ele voou comigo e me ajudou em procedimentos. Era um profissional capacitado, voava por instrumentos e amava o que fazia” “Ele trabalhava comigo na escola de aviação e limpava outros aviões. Até modelo fotográfico pra minha loja de pilot shop ele foi”.
Segundo apuração, Henrique tinha menos de 10 anos de experiência como piloto e estava na empresa Amapil há um mês, após atuar como instrutor em escola de aviação.
A pesquisadora Lydia Theresia Möcklinghoff tinha mestrado em Zoologia pela Universidade de Würzburgo e cursava doutorado na Alemanha. Ela saiu ontem do Rio de Janeiro, passou a noite em Campo Grande e seguiria cedo para o Pantanal para trabalhar em pesquisa sobre tamanduás. Aos 45 anos, integrava o Grupo de Pesquisa em Ecologia Tropical do Museu Zoológico Alexander Koenig, em Bonn, e a CO.BRA Computational Bioacoustics Research Unit, com experiência em ecologia tropical, comportamento biológico e monitoramento automatizado da biodiversidade de mamíferos no Pantanal.
As informações são do Campo Grande News

