Governo anuncia 85 mil moradias do Minha Casa, Minha Vida para Rural e Entidades

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O governo federal anunciou na tarde de sexta-feira (12) as propostas selecionadas para a construção de 85 mil novos imóveis do programa Minha Casa, Minha Vida nas modalidades Rural e Entidades, em cerimônia no Palácio do Planalto em Brasília com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A solenidade contou com representantes de movimentos rurais e de moradia que têm papel na execução das obras. “Vocês que estão aqui hoje são a alma desse programa. São os verdadeiros protagonistas que fazem com que essas casas cheguem à população e às famílias que mais precisam”

O presidente destacou a importância do diálogo com os movimentos e assinalou que o anúncio atende a reivindicações apresentadas por esses grupos. “O que vocês cobram não é injusto. Vocês sabem que fomos eleitos para cumprir o que programamos.”

Do total de 85 mil moradias, 50 mil terão destinação rural e 35 mil atenderão residentes em zonas urbanas, número 66% superior à previsão inicial. Conforme divulgado pelo governo federal, o financiamento será feito pelo Fundo de Desenvolvimento Social FDS e o valor total do investimento é de R$ 10 bilhões.

A modalidade Entidades destina-se a famílias com renda total de até R$ 3,2 mil, valor bruto, e o acesso ao benefício ocorre por meio de associações de moradores, cooperativas habitacionais e sindicatos que apresentam propostas de construção à Caixa Econômica Federal.

Para a coordenadora do Movimento de Trabalhadoras e Trabalhadores por Direitos (MTD), Ângela Cristina Ferreira, a modalidade Entidades do MCMV desburocratiza a construção de residências e consegue estabelecer diálogo “na ponta” com pessoas em “extrema de vulnerabilidade”, possibilitando o acesso a “casas com boa qualidade”.

No caso do Minha Casa, Minha Vida Rural há recursos para construção ou reforma de moradias destinadas a agricultores com renda familiar bruta anual de até R$ 50 mil, além de atendimento a comunidades tradicionais, como indígenas e quilombolas, permitindo a edificação de habitações em terrenos onde essas famílias já residem.

A presidente da Confederação Nacional de Trabalhadores Rurais e Agricultores e Agricultoras Familiares Contag, Vânia Marques, ressaltou o impacto da ação no campo e as carências ainda presentes em muitas regiões. “Porque somos nós que carregamos diariamente uma missão estratégica para a nação. Somos nós que produzimos alimentos saudáveis. Somos nós que abastecemos a mesa do povo brasileiro.”

O governo afirmou que as propostas selecionadas seguem para as etapas de contratação e execução pelas entidades aprovadas, com participação dos movimentos sociais na implementação das obras.

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