Preso em presídio federal de MS comandava facção em Tangará e usava família para extorsões

Preso em presídio federal de MS comandava facção em Tangará e usava família para extorsões

Operação Blackout 2 cumpre mandados em três estados e mira pai de detento foragido.

Um detento de 32 anos, isolado no Presídio Federal de Campo Grande, é apontado como líder de uma organização criminosa que atuava em Tangará, no Rio Grande do Norte. A distância de mais de 3 mil quilômetros não o impediu de comandar o tráfico de drogas, extorsões e a venda ilegal de armas na cidade. As informações são da Operação Blackout 2, deflagrada pela Polícia Civil potiguar com apoio da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) e das polícias da Paraíba.

Segundo as investigações, o presidiário administrava os negócios ilícitos de dentro da penitenciária federal, contando com a atuação de familiares e comparsas em liberdade. Cabia a eles a divisão dos pontos de venda de entorpecentes e a manutenção do domínio do grupo na região. Os parentes do detento também eram responsáveis por extorquir comerciantes locais, repassando os valores obtidos sob ameaça para a compra de armas, munições e o pagamento de advogados da quadrilha.

A ação desta manhã cumpriu seis mandados de busca e apreensão e três de prisão preventiva. Um dos alvos é o pai do presidiário, de 58 anos, investigado por integrar o braço financeiro e operacional da facção. Ele não foi localizado e é considerado foragido.

Além do detento em Mato Grosso do Sul, outros dois suspeitos foram presos. Um jovem de 23 anos, que já cumpre pena na Penitenciária de Parnamirim (RN) por homicídio relacionado à disputa de facções, e um homem de 31 anos, localizado e detido no município de Araruna (PB).

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