Sala Lilás é inaugurada em Aquidauana e amplia rede de proteção a mulheres
O Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, por meio da Polícia Civil, inaugurou no dia 8 a 64ª Sala Lilás em Aquidauana, apontada como a sétima entrega do projeto no ano e como reforço à rede de proteção e acolhimento a mulheres em situação de violência.
Ao funcionar como espaço reservado dentro da unidade policial, a Sala Lilás foi concebida para garantir privacidade e atendimento especializado, oferecendo escuta qualificada, apoio psicológico e estrutura para registro de boletins de ocorrência, solicitação de medidas protetivas de urgência e requisição de exames periciais no mesmo local, em conformidade com a Lei Maria da Penha e com o Estatuto da Criança e do Adolescente.
A delegada responsável pelo projeto, Christiane Grossi, detalhou a infraestrutura voltada ao acolhimento e à proteção e ressaltou a finalidade do espaço para depoimentos especiais e para o cuidado com acompanhantes menores; “As salas também são equipadas de forma a permitir que seja realizado o depoimento especial de crianças e adolescentes vítimas, atendidas por profissionais de segurança pública capacitados, impedindo a “revitimização” dessas pessoas que teriam que relatar inúmeras vezes os fatos nas diversas esferas da investigação e do acolhimento psicossocial. Temos também um espaço para que as mulheres que, chegam acompanhadas de filhos pequenos, possam deixar essas crianças próximas, ao “alcance dos olhos”, permitindo maior tranquilidade no atendimento”, disse a delegada responsável pelo projeto, Christiane Grossi.
Segundo a Polícia Civil, a primeira Sala Lilás em Mato Grosso do Sul foi implantada em 2019 e, desde então, o projeto vem se consolidando como política de Estado. A atuação ocorre em parceria com os serviços de assistência social dos municípios, que mantêm técnicos de plantão para acompanhar as vítimas durante os trâmites na delegacia e nos encaminhamentos posteriores à rede de proteção.
Com a inauguração em Aquidauana, o Estado passa a ter 64 Salas Lilás e 12 Delegacias de Atendimento à Mulher distribuídas pelo interior, além da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de Campo Grande, que funciona na Casa da Mulher Brasileira.
A iniciativa concentra atendimento técnico e psicossocial em um ambiente acolhedor e reservado, com equipes capacitadas que realizam escuta qualificada, o que, de acordo com a Polícia Civil, contribui para reduzir o risco de revitimização e mitigar o impacto emocional de quem busca a instituição em busca de proteção.

