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Governo de MS realiza queima prescrita para conservar e proteger biomas

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A queima prescrita foi executada no Pevri como ação preventiva contra grandes incêndios florestais, envolvendo o Corpo de Bombeiros e técnicos do Imasul na área de 73,3 mil hectares localizada nos municípios de Taquarussu, Naviraí e Jateí.

O emprego do MIF ou Manejo Integrado do Fogo teve por objetivo principal diminuir o estoque de material combustível e reduzir a probabilidade de incêndios severos no período de seca, além de favorecer a regeneração da vegetação nativa e eliminar espécies exóticas que aumentam o risco de queima descontrolada.

Técnica, monitoramento e condução

A ação foi precedida por mapeamento detalhado com geotecnologias e contou com drone equipado com sensores infravermelhos e câmeras térmicas, o que permitiu monitoramento contínuo, inclusive noturno, e a identificação da presença de fauna durante a operação.

O início da queima ocorreu durante o pico térmico do dia, com temperaturas em torno de 30 °C, e foi conduzida de forma lenta e de baixa intensidade para permitir a fuga dos animais e preservar a estrutura da vegetação. Ao cair da tarde, com a queda da temperatura, aumento da umidade e formação de orvalho, o fogo perdeu intensidade e extinguiu-se naturalmente, enquanto equipes permaneceram em alerta para intervenções imediatas em caso de mudança no comportamento das chamas.

O capitão dos Bombeiros, Samuel Pedrozo, responsável pela operação no parque, destacou a eficiência do manejo. “Essas práticas são essenciais para o controle da biomassa acumulada, reduzindo o risco de grandes incêndios florestais. O uso do fogo controlado, aliado a abertura de aceiros e ao planejamento adequado se mostra extremamente eficiente na mitigação dos incêndios, principalmente quando realizado no período correto”

O gerente das Unidades de Conservação do Imasul, Leonardo Tostes, explicou a importância técnica do procedimento dentro das áreas protegidas. “Nas unidades de conservação, como o Parque Estadual Várzeas do Rio Ivinhema, o manejo adequado do fogo é essencial para manter o equilíbrio ecológico e proteger a biodiversidade. Essas ações são planejadas com base em critérios técnicos rigorosos”

Contexto climático e histórico de ações

Ao planejar a operação, as equipes consideraram a influência do fenômeno El Niño em Mato Grosso do Sul, cuja atuação deve elevar temperaturas e provocar irregularidades nas chuvas, aumentando o risco de incêndios nos biomas Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal, com expectativa de temperaturas mais quentes durante o inverno de 2026.

Desde 2023 o Governo do Estado vem consolidando uma estrutura de resposta ágil, com planejamento e ações estratégicas de prevenção e combate a focos de incêndio. No ano anterior, o Corpo de Bombeiros realizou uma queima prescrita inédita no Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro, unidade de conservação de 78,3 mil hectares localizada em Aquidauana e Corumbá, também como medida antecipatória.

O subdiretor da Diretoria de Proteção Ambiental do Corpo de Bombeiros, major Eduardo Teixeira, avaliou o alcance dessas intervenções. “Buscamos com isso mitigar efeitos de possíveis incêndios e reduzir prejuízos, tanto na fauna, flora, como em propriedades próximas”

O guarda-parque do Pevri, Dione Sales dos Santos, ressaltou o papel preventivo do MIF ao comparar cenários com e sem manejo. “Se esse manejo não fosse feito, o material serviria como combustível para incêndios de grandes proporções no período de seca, como ocorreu em 2024. Com o MIF, conseguimos manter o fogo sob controle, preservar a vegetação e garantir que os animais tenham onde se refugiar. É a forma correta de manejo, feita no período adequado, para evitar danos maiores no futuro”

A operação no Pevri durou quatro dias e reuniu viaturas equipadas para combate a incêndios, equipes técnicas e recursos de monitoramento remoto, integrando prevenção e conservação dentro de unidades protegidas e fortalecendo a capacidade de resposta do estado a emergências ambientais.

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