Programa de Aquisição de Alimentos destina mais de R$ 20 milhões em MS

news 181986 1778169394

O Programa de Aquisição de Alimentos em Mato Grosso do Sul tem canalizado mais de R$ 21,8 milhões desde 2021 para compras diretas da agricultura familiar e destinação a população em situação de vulnerabilidade, com a doação de mais de 1,5 milhão de quilos de alimentos e mais de 206 mil litros de leite pasteurizado, e com a distribuição de mais de 381 mil quilos apenas nos primeiros meses de 2026.

A execução estadual ocorre por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação e articula-se com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, garantindo a compra direta sem necessidade de licitação para agilizar contratações e valorizar a produção local.

O Seminário Estadual do PAA foi aberto na terça-feira, 6, no Bioparque Pantanal em Campo Grande, reunindo agricultores, gestores públicos, técnicos e representantes de instituições parceiras em um encontro voltado à troca de experiências, ao alinhamento de ações e ao aperfeiçoamento da execução do programa.

A secretária-executiva de Agricultura Familiar, Karla Bethânia Ledesma de Nadai, abriu o seminário agradecendo o apoio e o trabalho conjunto entre produtores e órgãos públicos. “Esta é uma política pública muito importante, tanto no combate à insegurança alimentar quanto na distribuição de renda no campo, o que muito nos orgulha. Por isso, quero agradecer aos produtores e produtoras, aos servidores, ao MDS e ao Governo Federal, que mantêm uma política como essa, com repasse de recursos e cobrança de resultados. Também agradeço ao Governo do Estado pela sensibilidade e pelo olhar atento à agricultura familiar, às comunidades quilombolas, aos povos originários e às comunidades tradicionais”.

Karla Nadai explicou que o seminário busca aproximar produtores, gestores e instituições beneficiadas e propiciar entendimento sobre o impacto dos alimentos produzidos na garantia de acesso à nutrição. “Que possamos compreender o valor dos alimentos produzidos e como eles contribuem para a segurança alimentar. Este é um momento de conexão e aproximação”.

A presidente da Coordenação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas de Mato Grosso do Sul, Lucinéia de Jesus Domingos Gabilão, ressaltou as transformações nas comunidades tradicionais por meio do programa e a valorização cultural inerente à produção. “O PAA tem proporcionado uma transformação nas comunidades tradicionais e quilombolas. Em cada alimento que produzimos, levamos nossa ancestralidade e nossa cultura. O programa combate a fome, mas também ensina sobre produção com qualidade e valorização do que é produzido”.

O representante do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Humberto de Mello, avaliou os resultados obtidos no estado nos últimos anos e apontou Mato Grosso do Sul como referência nas ações direcionadas a povos originários e comunidades tradicionais. “Nos últimos três anos e meio, alcançamos resultados expressivos por meio das políticas públicas voltadas aos povos originários e comunidades tradicionais. Mato Grosso do Sul se tornou um exemplo, especialmente nas ações de proteção às famílias e aos povos indígenas”.

Humberto de Mello também destacou a necessidade de cooperação entre entes federativos para a entrega efetiva dos benefícios à população. “Independentemente de questões políticas, é fundamental que cada ente cumpra seu papel dentro do pacto federativo para que os resultados cheguem à população”.

O secretário da Semadesc, Artur Falcette, ressaltou o papel estratégico do PAA na relação entre geração de renda no campo e acesso a alimentos de qualidade pelas populações mais vulneráveis. “O PAA é uma política pública que conecta duas pontas fundamentais: gera renda no campo e leva alimento de qualidade para quem mais precisa. É uma estratégia que promove inclusão produtiva e combate à insegurança alimentar de forma estruturada”.

Participaram da abertura do seminário representantes como o diretor-presidente da Agraer Fernando Luiz Nascimento, o secretário de Estado da Cidadania José Sarmento, além de instituições como o Ministério do Desenvolvimento Agrário, Incra, Conab, Funai e Sebrae, prefeitos, secretários municipais e lideranças da agricultura familiar.

Atualmente o estado executa três editais do PAA — Indígena, Quilombola e Ampla Concorrência — que somam mais de R$ 9,1 milhões em investimentos, destinados a ampliar a inclusão produtiva de agricultores familiares e garantir o abastecimento de equipamentos públicos de alimentação e instituições socioassistenciais.

A proposta apresentada no evento é expandir o alcance do programa e consolidá-lo como elo permanente entre produção sustentável, desenvolvimento regional e segurança alimentar, com a Semadesc atuando como gestor estadual na execução dos recursos em parceria com o governo federal e os municípios.

PUBLICIDADE


andorinha

Veja também