Agro é motor de transformação em Mato Grosso do Sul e registra avanço econômico
O governador Eduardo Riedel concentrou toda a agenda da quinta-feira no Parque de Exposições Laucídio Coelho durante a 86ª Expogrande, mantendo o gabinete itinerante ativo das 7h30 até depois das 20h, em encontro contínuo com representantes das cadeias produtivas do estado.
Ao encerrar a maratona de atividades, o governador avaliou o dia e ressaltou a importância da feira como espaço de interlocução com o setor produtivo. “Foi um dia cansativo, mas bastante especial e importante. Vimos aqui uma feira viva, com a presença de toda a qualificação tecnológica que o agronegócio tem ao dispor atualmente. Aqui também pudemos avançar em discussões com várias cadeias produtivas. Fico bastante feliz de terminar esse dia após ouvir, dialogar com todos os atores que protagonizam essa evolução econômica que Mato Grosso do Sul está tendo, tanto na produção no campo como na indústria”
Protocolos, inovação e ações para cadeias estratégicas
Pela manhã o governador recebeu 13 lideranças setoriais para tratar do fortalecimento das cadeias produtivas, resultando na formalização de protocolos de intenções entre o Governo do Estado, o setor privado e instituições setoriais, na busca por maior competitividade nos mercados nacionais e internacionais.
Entre os projetos em debate estavam a criação de um centro de ensino no Pantanal, com oferta de educação gratuita e foco na permanência das famílias na região, além do desenvolvimento de uma ferramenta baseada em inteligência artificial para acelerar a regularização fundiária em áreas de fronteira.
Dados de safra apresentados durante a manhã indicaram que a produção de soja já alcançou cerca de 4,5 milhões de toneladas, com avanço das colheitas nas diversas regiões do estado. Na mesma agenda houve um ato simbólico de remoção de murtas, planta proibida em Mato Grosso do Sul por ser hospedeira do vetor principal da doença da laranja, com a finalidade de proteger a citricultura do estado contra a praga do greening, que ainda não foi detectada na região.
Proleite MS e incentivos à produção de leite
O programa Proleite MS teve destaque na apresentação de políticas públicas voltadas para a bovinocultura de leite, integrando incentivos financeiros, assistência técnica e ações de melhoramento genético. Até o momento foram investidos R$ 9,2 milhões em genética, com entrega de animais e aplicação de biotecnologias reprodutivas.
De acordo com as informações apresentadas, mais de 200 produtores serão beneficiados diretamente pelo programa, com previsão de ampliação por meio de parcerias que incluem serviços de inseminação e implantação de embriões, aumentando a produtividade e a qualidade do rebanho. O Proleite também contempla programas de incentivo à produção, como o Extra Leite, assistência técnica contínua por instituições como Agraer e Senar-MS, e o fortalecimento do associativismo com a criação da Assuleite, que já reúne milhares de produtores.
Durante a tarde as reuniões setoriais prosseguiram, com debates e propostas voltadas para suínos, piscicultura, avicultura, bovinocultura e setor florestal, segmentos que atrairam investimentos recentes ao estado. À administração pública cabem ações de infraestrutura, qualificação profissional e programas focados em sustentabilidade e ampliação da competitividade industrial.
Os números apresentados reforçam a relevância dessas cadeias para a economia regional, com a suinocultura registrando mais de 3,6 milhões de abates e cerca de 32 mil empregos, a avicultura movimentando 177,1 milhões de frangos e a piscicultura projetando produção de 53 mil toneladas em 2025.
Ao percorrer os estandes no período noturno, o governador dialogou com expositores sobre inovação e tecnologia disponíveis aos produtores rurais e participou de homenagens promovidas pela Câmara Municipal e pela Novilho Precoce MS, sendo um dos homenageados na ocasião. “Não podiamos deixar de estar presentes aqui nesse momento de homenagem a pessoas tão importantes. O setor produtivo vem liderança um movimento de transformações, e aqui é o momento em que exercitamos o diálogo, conversandos, trocamos informações, fazemos a construção que dá as diretrizes, a linha a ser seguida”
Ao fim das atividades, Riedel fez uma avaliação mais ampla sobre a trajetória do agronegócio sul-mato-grossense e seus desafios, destacando resiliência, inovação e uso de tecnologia como vetores da transformação em curso. “A transformação não vem em seis meses, um ano. O agro enfrentou várias crises, mas mesmo assim o produtor teve a capacidade de resiliência para seguir produzindo para alimentar 1 bilhão de pessoas, seguir no enfrentamento por mais sustentabilidade, evoluindo na transição energética, ações que garantem nossa biodiversidade. Essa resiliência, inovação e uso de tecnologia estão entre as razões da transformação que passamos. Discussões políticas acontecem e são normais, mas não podemos perder o foco de questões fundamentais”
ATENÇÃO: confira aqui o pack imprensa com vídeos de apoio, sonoras e outros conteúdos do gabinete itinerante

