Governo Federal incluiu 28 fazendas de Mato Grosso do Sul no cadastro de trabalho escravo

Mato Grosso do Sul aparece em 3º lugar na nova lista suja do trabalho escravo, com 25 empregadores incluídos, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego.

O Ministério do Trabalho incluiu 28 propriedades rurais de Mato Grosso do Sul na nova atualização da lista suja do trabalho escravo nesta segunda-feira. O Governo Federal divulgou o documento que reúne patrões flagrados com funcionários submetidos a condições degradantes em diferentes regiões estaduais.

Os maiores volumes de resgates no estado ocorreram nas regiões de fronteira e leste. A Fazenda Retiro São José em Porto Murtinho liderou os registros estaduais com 22 trabalhadores retirados do local. O mesmo município ainda registrou ocorrências nas propriedades Bandeirantes com sete pessoas e Boa Sorte com outras sete.

A fiscalização encontrou um trabalhador na Invernada do Piri dentro da Reserva Indígena Kadiwéu. O segundo maior flagrante estadual aconteceu em Aparecida do Taboado na Fazenda Pedra Negra com 20 pessoas resgatadas. Nova Andradina apareceu logo atrás com 19 trabalhadores retirados da Fazenda São Cristóvão I e Paraíso das Águas contabilizou 16 pessoas na propriedade São João.

Segundo o Ministério do Trabalho o cadastro público nacional recebeu 169 novos nomes nesta edição de abril. A inclusão representou um aumento superior a seis por cento em comparação ao semestre anterior e a lista passou a contar com 613 empregadores. O levantamento apontou que 102 alvos são pessoas físicas e 67 são empresas.

A atualização abrangeu flagrantes ocorridos entre os anos de 2020 e 2025 em 22 estados. O documento federal trouxe o cantor Amado Batista e a montadora chinesa BYD entre os penalizados. Os auditores removeram 225 nomes que completaram o prazo legal de dois anos de permanência.

As autuações governamentais alcançaram propriedades do Pantanal e da Serra da Bodoquena. Os agentes federais resgataram nove trabalhadores na Fazenda São José em Corumbá. O município pantaneiro registrou oito pessoas na Fazenda Campo Alegre e sete em uma segunda propriedade chamada São José.

A fiscalização em Corumbá ainda localizou quatro trabalhadores na Fazenda Rebojo e um na propriedade Santo Antônio. A zona rural de Bonito entrou no documento com sete trabalhadores na Fazenda Formosa e oito na propriedade Formoso. Aquidauana somou nove pessoas retiradas da Fazenda Piúva e Anastácio registrou três casos na Fazenda Persistência.

O trabalho das equipes de inspeção atingiu outras cidades do interior do estado. Ribas do Rio Pardo teve 12 trabalhadores encontrados em situação irregular na Fazenda Represa. O município de Caracol concentrou 19 resgates divididos entre as fazendas Guarujá com 11 pessoas e Sucuri II com cinco além da Sobradinho com três. A região sul contabilizou 11 pessoas retiradas da Fazenda Progresso em Deodápolis e sete da Fazenda Marreta em Dourados. O assentamento P A Tamakavi na zona rural de Itaquiraí registrou sete pessoas resgatadas.

De acordo com o balanço do governo a atualização listou 10 trabalhadores na Fazenda Bertoncin em Coxim na região norte do estado. Os fiscais localizaram cinco pessoas na propriedade Vaca Branca em Nova Alvorada do Sul e outras cinco na Fazenda São Lourenço em Ponta Porã.

A Fazenda Novo Futuro no município de Maracaju contabilizou quatro resgates e Camapuã registrou um alvo na Fazenda São Camilo. Os novos casos incluídos no documento resultaram no resgate de 2247 trabalhadores em exploração em todo o território nacional.

PUBLICIDADE
andorinha Trabalho escravo MS

Veja também