Condenados pelo ataque ao ator Gerson Brenner cumprem penas no interior paulista

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Os três homens responsabilizados pelo ataque que deixou graves sequelas no ator Gerson Brenner seguem presos no sistema penitenciário de São Paulo. A situação dos detentos volta à tona após a morte do artista aos 66 anos na última segunda-feira no hospital São Luiz.

Vitor Tancredo cumpre a maior pena em regime fechado na Penitenciária de Tupi Paulista com uma condenação de 57 anos. A defesa tentou a progressão para o sistema semiaberto no ano passado com o argumento de que o prazo legal havia sido atingido em fevereiro de 2018, mas a Justiça negou o benefício.

Dimas Almeida Batista recebeu uma sentença de 31 anos e atualmente está no Centro de Progressão Penitenciária de Mongaguá. O detento chegou a fugir em 2018 e retornou ao regime fechado em 2020 por tráfico de drogas, conseguindo voltar ao semiaberto apenas em abril deste ano.

Luzimar Sabino dos Santos foi condenado a 20 anos e encontra-se na penitenciária de Taiúva no regime semiaberto. Ele protagonizou uma fuga em 2010 e chegou a ser solto em 2017, mas acabou preso novamente e agora aguarda julgamento por acusações de homicídio e estupro.

A Defensoria Pública representa Dimas e Luzimar nos processos atuais. O órgão e a advogada particular de Vitor Tancredo foram procurados pela reportagem na quinta-feira e não enviaram respostas até o momento da publicação.

O crime na rodovia paulista

A emboscada ocorreu em agosto de 1998 no quilômetro 13 da rodovia SP-060 na região de Guararema. O grupo criminoso colocou pedras na pista para forçar os motoristas a pararem os veículos durante a madrugada.

Gerson Brenner viajava de São Paulo para o Rio de Janeiro e desceu do carro para trocar um pneu danificado. Luzimar Sabino dos Santos abordou o artista e efetuou um disparo na cabeça da vítima após uma luta corporal.

Os assaltantes fugiram do local sem levar nenhum pertence do ator que na época gravava a novela Corpo Dourado. O ferimento provocou danos cerebrais irreversíveis e forçou o artista a viver por quase três décadas com severas limitações motoras e cognitivas.

As investigações da época revelaram que a quadrilha era especializada em roubos nas estradas da região. Vitor Tancredo alegou em depoimento que aquela seria sua primeira participação nos crimes e que aceitou a proposta no dia do ataque para ajudar a montar a armadilha na pista.

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