Final de semana pode registrar calor de até 41ºC e coloca MS em alerta por risco à saúde
Fim de semana de calor extremo e baixa umidade exige cuidados.
O fim de semana em Mato Grosso do Sul será marcado por temperaturas que podem atingir 41ºC, principalmente nas regiões sudoeste, pantaneira, norte e nordeste. O calor intenso, combinado com a baixa umidade relativa do ar, que deve ficar entre 10% e 30%, aumenta o risco de problemas de saúde, como desidratação e doenças respiratórias.
De acordo com o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de MS (Cemtec), a previsão indica tempo firme, com sol e variação de nebulosidade na maior parte do estado. Pancadas de chuva isoladas são possíveis, mas com baixa probabilidade e distribuição irregular, favorecidas pelo intenso aquecimento durante o dia.
Em Campo Grande, as mínimas variam entre 23°C e 25°C, enquanto as máximas podem chegar a 35°C. A amplitude térmica deve ser elevada, superando os 20°C em algumas áreas, com manhãs amenas e tardes de calorão.
Orientações para a população
A recomendação é que as pessoas bebam bastante água, evitem exposição ao sol nos horários mais quentes e redobrem a atenção com crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias. Além disso, os ventos fortes, entre 40 e 60 km/h, e o tempo seco aumentam o risco de queimadas, que foram suspensas no estado desde 1º de agosto.
Nas regiões Sul, Cone-Sul e Grande Dourados, as temperaturas devem variar entre 19°C e 37°C. Já no Pantanal e Sudoeste, as máximas podem chegar a 41°C. No Bolsão, Norte e Leste, os termômetros devem marcar entre 20°C e 40°C.
Preparação para o El Niño
O Governo do Estado destinou R$ 9,7 milhões para preservação ambiental e ações de prevenção e resposta a desastres, em preparação para o El Niño. O recurso, publicado no Diário Oficial, inclui R$ 8,3 milhões para prevenção de desastres e R$ 1,4 milhão para o meio ambiente.
A meteorologista Valesca Fernandes, do Cemtec, alerta que o fenômeno deve favorecer ondas de calor no estado, com intensidade moderada até setembro e podendo se tornar “muito forte” entre setembro e dezembro. Isso pode aumentar o risco de incêndios florestais e, em caso de chuvas acima da média, alagamentos.

