Jornalista Celso Bejarano morre aos 60 anos em Campo Grande após cirurgia cardíaca
Sublinha trajetória de um profissional renomado que dedicou sua vida ao jornalismo investigativo em Mato Grosso do Sul
Celso Bejarano Junior, jornalista reconhecido na imprensa sul-mato-grossense, faleceu aos 60 anos em Campo Grande. O óbito ocorreu na madrugada desta quarta-feira, dia 4, em decorrência de complicações após uma cirurgia cardíaca. Ele estava internado no Hospital da Cassems.
O profissional havia sido submetido ao procedimento cirúrgico na segunda-feira, dia 4, e seu estado de saúde piorou logo em seguida. Bejarano foi transferido para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas não resistiu às complicações, já que estava hospitalizado há mais de uma semana após descobrir uma insuficiência cardíaca e vinha recebendo tratamento para se preparar para a intervenção.
Considerado uma referência na imprensa do estado, Celso Bejarano construiu uma carreira sólida atuando em diversas redações importantes. Ele trabalhou por anos no jornal Correio do Estado, foi correspondente da Folha de São Paulo, colaborou com um jornal em Cuiabá, Mato Grosso, e atualmente integrava a equipe de repórteres do site Midiamax, além de ser membro da Comissão de Ética do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Mato Grosso do Sul.
Bejarano era amplamente reconhecido por seu jornalismo investigativo. Suas reportagens abordavam especialmente temas sensíveis, como questões indígenas e os arquivos da Ditadura Militar, além de trabalhos na fronteira com o Paraguai. Ele se destacou entre os colegas e foi considerado por muitos como um dos maiores jornalistas do estado.
A paixão de Bejarano pelo jornalismo foi lembrada por colegas. Edivaldo Bitencourt, amigo e colega de profissão, descreveu que “o Celso era um cara que amava o jornalismo. Era jornalista 24 horas, sensível, indignado e sonhador. Sempre atento aos fatos. Foi um grande jornalista”.
A jornalista Aline dos Santos complementa a homenagem, dizendo que “o Celso foi um grande jornalista. Gostava de investigar e era destemido. Cobriu de perto temas relacionados à questão indígena, velha ferida em Mato Grosso do Sul, e se debruçou sobre os arquivos da Ditadura trazendo luz para um passado de tortura”.
O jornalista deixa três filhos. Até o momento, as informações sobre o velório e sepultamento não foram divulgadas. Os detalhes devem ser informados assim que forem confirmados.

