Câmara mantém veto e reajuste da taxa do lixo é aprovado em Campo Grande
O legislativo municipal decidiu pela manutenção do veto da prefeita Adriane Lopes, solidificando o reajuste da taxa de coleta de lixo previsto para o ano de 2026
A Câmara Municipal de Campo Grande decidiu, na sessão de terça-feira, dia 10, manter o veto integral da prefeita Adriane Lopes (PP) a um Projeto de Lei Complementar que buscava reduzir os índices de reajuste da taxa de lixo para o exercício de 2026. A votação foi apertada, faltando apenas um voto para que a proposição dos vereadores fosse derrubada e o reajuste alterado.
Apesar de 14 vereadores terem se posicionado pela derrubada do veto, o placar final não alcançou o necessário para sobrepor a decisão executiva. Oito parlamentares votaram a favor da manutenção do veto. A vitória da base da prefeita foi viabilizada pela mudança de voto de três vereadores: Carlão (PSB), Dr. Jamal (MDB) e Leinha (Avante). Anteriormente, em uma sessão extraordinária no dia 12 de janeiro, eles, juntamente com outros 17 parlamentares, haviam votado a favor do projeto que visava à redução dos valores.
O presidente da Casa, vereador Epaminondas Neto (PSDB), conhecido como Papy, foi um dos sete que não se manifestaram, votando apenas em caso de empate.
O Projeto de Lei Complementar 1.016/26 tinha como objetivo principal suspender os efeitos do Decreto 16.402/2025, que previa o aumento da Taxa do Lixo. Na prática, a proposta revogava um artigo específico do decreto para restabelecer a versão de 2017 do Perfil Socioeconômico Imobiliário (PSEI) de Campo Grande como base de cálculo para o reajuste da taxa.
A prefeitura, contudo, utilizou a versão de 2025 do PSEI para o cálculo. Este estudo, divulgado em setembro, analisou 478.769 inscrições imobiliárias através do Sistema de Informação Geográfica (SIG), incorporando também dados da CG Solurb sobre a coleta de lixo.
Os novos dados atualizaram o cenário de 2017, com a conclusão de que 61,6% dos parcelamentos de bairros sofreram alterações, a maioria ascendendo na classificação do PSEI. Enquanto 16,9% retrocederam, 38,3% dos parcelamentos mantiveram a mesma classificação ao longo dos últimos oito anos.
Entre os vereadores que buscaram a derrubada do veto estavam Ana Portela (PL), André Salineiro (PL), Jean Ferreira (PT), Luiza Ribeiro (PT), Marquinhos Trad (PDT) e Otávio Trad (PSD).
Já a manutenção do veto foi defendida por nomes como Beto Avelar (PP), Delei Pinheiro (PP), Dr. Victor Rocha (PSDB) e Professor Juari (PSDB). Alguns parlamentares como Landmark Rios (PT) e Silvio Pitu (PSDB) não participaram da votação nas sessões extraordinária de 12 de janeiro e ordinária de terça-feira.

