Narges Mohammadi é condenada a seis anos de prisão em novo processo no Irã

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O advogado de Narges Mohammadi confirmou que a militante dos direitos humanos foi alvo de uma nova condenação judicial, a oitava desde o início de sua contestação ao regime e às normas de Teerã.

“Foi condenada a seis anos de prisão por reunião e conspiração para cometer crimes”

De acordo com o seu defensor, Mostafa Nili, a sentença mais recente incluiu ainda a proibição de deixar o país por dois anos. A decisão pode ser contestada em recurso e, conforme a legislação iraniana, penas de prisão não são cumpridas de forma consecutiva.

Histórico de sentenças e execução das penas

Em outro processo anterior, Mohammadi já havia sido sentenciada a 18 meses por “atividades de propaganda” e a dois anos de exílio na cidade de Khosf, na província de Khorasan do Sul. Esses relatos foram apresentados pelo advogado como parte do conjunto de penalizações impostas à ativista ao longo dos últimos anos.

Saúde, pedidos e situação na prisão

Nili apontou preocupações sobre o estado de saúde de Mohammadi e manifestou expectativa de que, devido ao quadro debilitado, ela possa ser temporariamente beneficiada com liberdades cautelares.

“libertada sob fiança para tratamento médico”

O defensor lembrou que em dezembro de 2024 a vencedora do Nobel da Paz foi liberada por três semanas por motivos médicos relacionados à remoção de um tumor e a um enxerto ósseo. Atualmente a ativista faz greve de fome há uma semana, uma das várias greves praticadas durante os sucessivos processos e detenções.

A advogada Chirinne Ardakani, a partir de Paris, informou sobre as reivindicações apresentadas por Mohammadi no contexto da greve de fome.

“o direito a fazer um telefonema”, “ter acesso aos advogados no Irã” e a receber visitas

Pressão sobre a família e relatos de maus tratos

Em janeiro deste ano, Mohammadi denunciou a partir da prisão uma operação das autoridades na residência de seu irmão em Mashhad. A fundação que leva o nome da ativista divulgou em 22 de janeiro que agentes de segurança invadiram e revistaram a casa, descrevendo o episódio como parte de uma pressão contínua sobre a família.

A ativista não vê os dois filhos, residentes em Paris, desde 2015, e a última chamada telefônica com parentes foi registrada em 14 de dezembro, informação que chegou à família por meio de um preso libertado que havia participado de uma greve de fome com Mohammadi.

Fontes citadas pela agência Efe relataram que a detenção da ativista incluiu espancamentos e negação de assistência médica, circunstâncias que, segundo as mesmas fontes, colocaram sua vida em risco especialmente em razão de um histórico de problemas cardíacos.

Um dos detidos recentemente libertados do Centro de Detenção de Inteligência de Mashhad descreveu o estado físico de Narges Mohammadi e de seu companheiro, Pouran Nazemi, como “alarmante”

A trajetória da última década de Mohammadi foi marcada por longos períodos de encarceramento, durante os quais ela promoveu protestos no pátio da prisão e recorreu a greves de fome em diversas ocasiões.

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