Sucesso de crítica: Frankenstein da Netflix atinge 86% de aprovação
Os números confirmam que a gigante do streaming acertou em cheio na sua mais recente superprodução. Em um intervalo de apenas dez dias, o Frankenstein de Guillermo del Toro acumulou impressionantes 62,9 milhões de visualizações. O longa-metragem assumiu a liderança do ranking da plataforma por duas semanas seguidas, consolidando-se como o novo fenômeno entre os fãs de terror e ficção científica.
O desempenho comercial vem acompanhado de uma recepção crítica raramente vista em produções originais do serviço. No agregador Rotten Tomatoes, a obra ostenta 86% de aprovação. O público brasileiro também abraçou a produção, garantindo uma nota de 4,3 de 5 estrelas no portal AdoroCinema. Esses índices colocam o filme em um patamar de prestígio difícil de alcançar no catálogo atual da empresa.
A concretização do projeto exigiu paciência e muito dinheiro. O diretor mexicano aguardou 25 anos para realizar sua visão do romance de Mary Shelley. Enquanto outros estúdios recusaram a proposta, a Netflix bancou um orçamento que supera a casa dos 100 milhões de dólares. O investimento pesado na qualidade técnica remete à filosofia de não economizar recursos, muito similar ao que se viu em clássicos como Jurassic Park.
Elenco de peso e 150 minutos de tensão
A longa duração de duas horas e meia não afastou os espectadores. O magnetismo da trama reside na dinâmica entre o criador e sua obra. Oscar Isaac interpreta Victor Frankenstein, o cientista brilhante cuja ambição rompe os limites naturais. Do outro lado, Jacob Elordi surpreende ao dar vida à criatura imponente, que atua como um espelho assustador das obsessões de seu “pai”.

Essa nova leitura se distancia das versões anteriores, como o clássico de 1931 dirigido por James Whale. Aqui, o foco na execução técnica primorosa e na densidade dos personagens prova que o investimento de risco da plataforma gerou um dos maiores sucessos recentes da indústria do entretenimento.
