Em Corumbá, Marquinhos diz que governo ofereceu saúde de forma ocasional à região

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Marquinhos esteve nesta segunda-feira (18), em Corumbá / Foto: Divulgação
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Corumbá (MS)- Em sua terceira passagem por Corumbá e Ladário nos últimos meses, o pré-candidato ao governo do estado do Mato Grosso do Sul, Marquinhos Trad, comentou a projeção da sua pré-candidatura e destacou a formulação de seu plano de governo para quarta maior cidade do Mato Grosso do Sul e região.

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Sensibilizado com a precariedade do sistema público de saúde, Marquinhos Trad se mostrou preocupado com a atual situação do único hospital público da região. Ao comentar os constantes atrasos de pagamentos de profissionais da saúde, bem como a suspensão de serviços considerados essenciais, o pré-candidato lamentou a  falta de prioridade com que o governo tratou a saúde em todas as regiões do estado.

“Resumindo em uma frase essas lamentáveis situações que infelizmente afetam diretamente a população, não fizeram uma política de saúde e sim política na saúde. Tudo isso é reflexo de um governo que não soube priorizar o que de fato é mais importante”.

Marquinhos reforçou que o atual modelo administrativo gerido pelo governo do estado, não contempla o que realmente é necessário para fornecer um atendimento digno e eficaz para o cidadão.

“Você observa que a -grande aposta- do governo, foi a realização de uma caravana a cada quatro anos, para atender um determinado público, que já é represado devido a incapacidade do próprio governo para suprir a necessidade que cada região requer. A dor das pessoas deve ser combatida na hora em que o cidadão precisa e não ofertada de forma ocasional.

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O pré-candidato comparou, por exemplo, o empenho do governo na destinação de recursos milionários, para determinadas obras, enquanto municípios carecem de estruturação básica de saúde.

“O que é prioridade para o governo fica claro, quando se observa o empenho e esforço de se  destinar R$ 230 milhões de reais para conclusão de um aquário, mas não se observa um empenho semelhante, para reforçar os convênios de saúde com os municípios do interior, muitos, como o caso de Corumbá, com uma estrutura deficitária e que não consegue se sustentar”, destacou.

Valorização

Marquinhos apontou, além do trabalho de reforçar as estruturas regionais e convênios com os municípios, adotar a política de incentivo e valorização profissional em cada uma dessas regiões.

“Em 2021, o governo do estado destinou R$ 1,8 bilhão de reais para saúde dos 79 municípios. No mesmo ano, enquanto estive como prefeito de Campo Grande destinei do orçamento, R$ 1,5 bilhão para saúde. É incompatível essa conta, ao se ver que na Capital investimos quase o mesmo valor que o estado investiu para 79 municípios. É por isso que vemos esse grande fluxo de pessoas que precisam sair do seu domicílio em busca de atendimento na Capital”, enfatizou.

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Outro ponto que é preciso ser revisto é a valorização dos profissionais que atuam nessas regiões do interior, é preciso criar uma política de incentivo salarial e criar condições estruturais de atendimento para tornar mais atrativo aos médicos, enfermeiros e demais profissionais da saúde a sua ida para cidades do interior. Hoje para se ter uma ideia, um médico que trabalha pela prefeitura da capital, chega a ganhar cinco vezes mais do que um médico que atue em prefeituras do interior”, concluiu.

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