Blog Opinião| Inércia administrativa confirma política do Pão e Circo em Corumbá

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Apesar dos números indicarem a piora acentuada e uma evolução rápida da taxa de contágios por ambos os vírus, (Influenza e Coronavírus), nenhuma medida efetiva foi adotada pela Prefeitura Municipal de Corumbá ou pela Secretaria Municipal de Saúde até o momento.

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Não foram divulgadas por exemplo, a contratação de mais médicos ou ainda a retomada de medidas restritivas, tampouco o reforço no atendimento especializado para casos de síndrome respiratória. (embora tenha sido solicitada por vereadores).

O único discurso razoável adotado até o momento é em defesa da vacinação, que não tem gerado grandes resultados já que os números mostram que mais de 37 mil pessoas deixaram de concluir o ciclo vacinal na cidade.

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A princípio, as autoridades municipais seguem aguardando a piora dos casos sem dar uma resposta para população ou aguardando, que o estado, tome as medidas necessárias em seu lugar.

Falando nisso, já se cogita nos bastidores do governo, para a próxima semana, caso os indicadores apontem para uma piora no quadro geral de contaminações, que Reinaldo Azambuja anuncie a volta de algumas restrições.

Enquanto em Corumbá a inércia predomina, outras cidades do estado têm feito a sua parte para proteger a população de uma possível nova onda de infecções.

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Em Campo Grande, o prefeito Marquinhos Trad (PSD), anunciou a contratação de 120 profissionais médicos para reforçar o atendimento na rede municipal de saúde, além da implementação de tendas nas UBSF’s designadas para o atendimento exclusivo de pessoas que estejam com sintomas de síndromes respiratórias.

A medida visa separar os pacientes sintomáticos dos demais que buscam as unidades de saúde para tratarem de outros casos.

O prefeito após uma semana visitando os principais locais de atendimento da Capital, foi diagnosticado com Covid-19. Com as três doses da vacina tomadas, ele segue tratamento domiciliar sem apresentar sintomas.

Em Ribas do Rio Pardo, cidade que também vem enfrentando um aumento acentuado de casos confirmados de Covid-19, a prefeitura retomou nesta sexta-feira (7), o toque de recolher, além de medidas que visam restringir aglomerações em locais como mercados e ambientes fechados.

Igualzinho em Corumbá (SQN)

Já em “Corumbá dos nossos sonhos” ao invés de colocar o pé na rua e ver de perto o precário atendimento que oferece à população, o “prefeito do Povo”, tem preferido visitar as bem pagas emissoras de rádio do município para propagar uma Corumbá que realmente só existe nos seus melhores sonhos.

O ditado “se não puder ajudar, não atrapalhe” também parece não ser de conhecimento do alcaide, que em um dos seus pronunciamentos, teria dito que a grande maioria da procura por atendimento médico do pronto-socorro e UPA poderiam ser resolvidos nas UBSF dos bairros.

Provando seu desconhecimento de como anda a situação da saúde, ele pediu que as pessoas procurassem essas unidades, só que lá (nas UBSF’s), não encontrariam médicos, já que grande parte desses profissionais saíram de férias e a secretaria de saúde não providenciou sequer a reposição desse material humano. O caso chegou a ser denunciado pelo vereador Chicão Vianna.

Saúde boa mesmo deve ser em São Paulo

Uma das hipóteses para o verdadeiro “cagar e andar” do “prefeito do povo” para saúde de Corumbá é o fato de que se “o bicho pegar” para o lado do chefe do executivo ou sua família, o mesmo dificilmente precisará passar pelo que a população passa atualmente.

Mesmo gorjeando pelos microfones radiofônicos que a saúde da cidade é um verdadeiro oásis, os fatos depõem contra ele, já que é de conhecimento público que ao ter um de seus familiares acometido nesta terrível pandemia, a confiança quanto ao tratamento de seu ente querido, não foi dada ao exemplar hospital beneficente de Corumbá. Na ocasião, um jatinho, mais que depressa, aterrizou em terras corumbaenses para realizar o seu transporte até a capital Paulista.

Aos seus, tudo. Ao povo, pão e circo (panem et circenses)

roda de samba

Enquanto isso, segue a alta dos números da Covid-19 na Capital do Pantanal, até porque, em Corumbá, parece que o importante mesmo é nomear e batucar.

*O artigo é um conteúdo de responsabilidade do autor sem expressar necessariamente a opinião do jornal 

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