MS e Paraguai discutem ações para ampliar vacinação nas regiões de fronteira

Representantes de órgãos de saúde do Brasil e do Paraguai discutiram estratégias conjuntas para fortalecer a vacinação nas regiões de fronteira de Mato Grosso do Sul. A proposta apresentada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MS) considera 12 municípios já relacionados à pactuação binacional e prevê a inclusão de outros nove no planejamento.

As discussões ocorreram durante a Oficina Binacional de Vacinação Brasil–Paraguai, realizada no fim de outubro em Foz do Iguaçu, no Paraná. O encontro reuniu integrantes dos Ministérios da Saúde dos dois países, da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), das secretarias estaduais de Saúde de Mato Grosso do Sul e do Paraná e de municípios fronteiriços.

Os 12 municípios sul-mato-grossenses relacionados à pactuação são Corumbá, Porto Murtinho, Bela Vista, Amambai, Aral Moreira, Ponta Porã, Coronel Sapucaia, Paranhos, Mundo Novo, Eldorado, Iguatemi e Tacuru. A proposta de ampliação acrescenta Ladário, Miranda, Juti, Japorã, Dourados, Antônio João, Itaquiraí, Naviraí e Sete Quedas, totalizando 21 cidades no planejamento apresentado pela Vigilância em Saúde da SES-MS.

A estratégia considera duas regiões de fronteira, identificadas como Sul Fronteira e Pantanal. Durante a oficina, os participantes discutiram diferenças entre os programas de imunização dos dois países e os desafios para alcançar moradores que vivem em áreas próximas à divisa internacional.

Indicadores mostram diferenças entre municípios

Os dados apresentados pela SES-MS também apontaram índices diferentes de cobertura entre as vacinas e os municípios. Em 2025, Mato Grosso do Sul registrou 100,4% para BCG, 101,1% para hepatite B em crianças com menos de 30 dias e 98,4% para pneumocócica 10-valente.

Já o painel DEMAS do Ministério da Saúde, com dados de agosto de 2026, indicava cobertura de 91,5% para a primeira dose da tríplice viral, 85% para poliomielite e 83,1% para pentavalente. A Secretaria Estadual de Saúde considera que as diferenças entre os municípios exigem medidas específicas para ampliar a imunização nas áreas de fronteira.

Percentuais acima de 100% podem ocorrer quando a quantidade de doses aplicadas supera a população estimada para determinado público-alvo. Por isso, os índices são utilizados como indicadores de acompanhamento e não significam necessariamente que toda a população esteja vacinada.

A secretária adjunta da SES-MS, Crhistinne Maymone, informou que a oficina permitiu comparar experiências, identificar dificuldades e discutir medidas adequadas às comunidades que vivem nas regiões de fronteira. Entre os pontos trabalhados estão ações de comunicação, mobilização da população e integração dos serviços de saúde.

A programação também incluiu a organização de planos de ação, com definição de responsabilidades, prazos, indicadores e metas. Representantes de Ponta Porã, Mundo Novo e Porto Murtinho participaram do encontro, assim como integrantes de Foz do Iguaçu e o assessor técnico do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Sandro Terabe.

Com informações Agência GOV MS

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