Operação mira grupo que negociou 24 toneladas de drogas pela fronteira de Corumbá

Cerca de 100 policiais foram mobilizados nesta quinta-feira (15) em uma operação contra uma organização criminosa investigada por negociar aproximadamente 24 toneladas de drogas a partir da fronteira de Corumbá com a Bolívia. As ordens judiciais são cumpridas em Mato Grosso do Sul, São Paulo, Goiás e Minas Gerais.

Batizada de Operação Capolinea, a ação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Mato Grosso do Sul cumpre 20 mandados de busca e apreensão, 14 de prisão preventiva e sete de prisão temporária. Também foram determinadas medidas de sequestro e bloqueio de bens no valor de até R$ 24 milhões.

Expedidas pela 1ª Vara Federal de Corumbá, as decisões alcançam investigados apontados como integrantes de uma estrutura responsável por trazer entorpecentes da Bolívia pela região de Puerto Quijarro e distribuir as cargas para diferentes estados brasileiros.

Três investigados que vivem fora do Brasil também poderão ser incluídos na Difusão Vermelha da Interpol por autorização judicial. A ferramenta permite a circulação internacional de informações sobre pessoas procuradas para localização e eventual prisão conforme as regras de cada país.

Celular apreendido levou polícia ao líder escondido na Bolívia

Investigações avançaram depois da análise de um telefone celular apreendido com um integrante do grupo. A partir do conteúdo encontrado, policiais identificaram outros participantes e chegaram ao homem apontado como líder da organização.

Segundo a investigação, o suspeito identificado como chefe da estrutura vive escondido na Bolívia há aproximadamente seis anos. A partir dele, os investigadores reconstruíram parte da rede utilizada para trazer e distribuir os entorpecentes.

Caminhões usados no transporte de minério de ferro faziam parte da logística identificada durante a apuração. Conforme a FICCO/MS, integrantes do esquema utilizavam diferentes formas de esconder as drogas durante o deslocamento entre a fronteira e outros pontos do país.

Funcionários de mineradoras também teriam sido aliciados para facilitar o transporte das cargas. A suspeita integra a apuração sobre a estrutura usada pelo grupo para movimentar os entorpecentes a partir da região de Corumbá.

Uma das cargas relacionadas à investigação foi interceptada em agosto de 2025, em Três Lagoas. Na ocasião, 35 quilos de cocaína e 12,5 quilos de maconha foram encontrados escondidos dentro de um pneu.

Análises de comunicações, apreensões e outros elementos reunidos durante a apuração levaram os investigadores a estimar que a organização negociou cerca de 24 toneladas de drogas no período acompanhado pela operação.

Os investigados poderão responder por tráfico internacional de drogas e organização criminosa. O material apreendido nesta quinta-feira será incorporado à investigação conduzida pela força integrada.

A FICCO/MS reúne Polícia Federal, Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal de Mato Grosso do Sul, Polícia Penal Federal e Guarda Civil Metropolitana de Campo Grande. A estrutura atua de forma conjunta em investigações relacionadas ao crime organizado no Estado.

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