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Eleição de 2026 pode encerrar sequência de três segundos turnos para governador em MS

Pré-candidatos apostam em segundo turno na eleição ao governo de Mato Grosso do Sul

Mato Grosso do Sul chega ao primeiro turno das eleições de 2026, marcado para domingo (4), sem eleger um governador em votação única há 16 anos. A última definição sem necessidade de retorno às urnas ocorreu em 2010, quando André Puccinelli, então no PMDB, foi reeleito com 56% dos votos válidos. Desde então, as disputas de 2014, 2018 e 2022 terminaram no segundo turno.

A sequência recente contrasta com o início do período em que o segundo turno passou a fazer parte das eleições estaduais. Considerando os nove pleitos realizados em Mato Grosso do Sul desde 1990, quatro foram encerrados na primeira votação e cinco exigiram uma nova rodada entre os dois candidatos mais votados.

Pedro Pedrossian venceu em 1990 com 59,39% dos votos válidos e Wilson Barbosa Martins conquistou o governo quatro anos depois com 53,70%. Naquele período, portanto, as duas primeiras eleições estaduais realizadas sob as regras estabelecidas depois da Constituição de 1988 terminaram sem segundo turno.

A primeira disputa sul-mato-grossense a chegar à segunda votação ocorreu em 1998. Ricardo Bacha terminou o primeiro turno com 38,50%, seguido por Zeca do PT, com 32,77%, mas o petista virou a eleição na etapa seguinte e venceu com 61,27% dos votos válidos.

Quatro anos depois, Zeca tentou a reeleição e voltou a enfrentar uma disputa em duas etapas. Ele obteve 48,33% no primeiro turno de 2002, enquanto Marisa Serrano ficou com 42,41%. No segundo turno, Zeca foi reeleito com 53,74%.

Puccinelli encerrou duas eleições no primeiro turno

A sequência de segundos turnos foi interrompida em 2006, quando André Puccinelli venceu com 61,34% dos votos válidos. Delcídio do Amaral ficou em segundo lugar, com 38,04%. Quatro anos depois, Puccinelli conseguiu novamente resolver a eleição na primeira votação e foi reeleito com 56% dos votos válidos.

Desde aquela eleição de 2010, nenhum candidato ao governo de Mato Grosso do Sul ultrapassou a maioria absoluta dos votos válidos já no primeiro turno.

Em 2014, Delcídio do Amaral chegou à segunda etapa depois de liderar a primeira votação com 42,83%, contra 39,17% de Reinaldo Azambuja. Reinaldo venceu no segundo turno e assumiu o governo.

Já em 2018, Reinaldo buscava a reeleição e obteve 44,61% no primeiro turno, enquanto Juiz Odilon alcançou 31,67%. Os dois avançaram para a segunda votação, na qual o então governador conquistou novo mandato.

A eleição de 2022 repetiu a necessidade de segundo turno, mas com percentuais menores entre os dois primeiros colocados. Capitão Contar terminou a primeira votação com 26,71% dos votos válidos e Eduardo Riedel, então no PSDB, ficou com 25,16%. Riedel venceu no segundo turno e foi eleito governador.

Neste ano, a regra permanece a mesma. Para encerrar a disputa no domingo, um candidato precisa conquistar mais da metade dos votos válidos, excluídos brancos e nulos. Caso ninguém alcance essa maioria, os dois mais votados disputarão o segundo turno em 25 de outubro.

Pesquisa IPR contratada pelo Correio do Estado e realizada entre 15 e 19 de setembro mostrou Eduardo Riedel, candidato à reeleição pelo PP, com 47,70% das intenções de voto sobre o total da amostra e Fábio Trad, do PT, com 13,90%. Na conversão apresentada pelo levantamento apenas entre os entrevistados considerados como votos válidos, os percentuais foram de 64,15% e 18,70%, respectivamente. O instituto ouviu 784 eleitores, informou margem de erro de 3,5 pontos percentuais e intervalo de confiança de 95%. A pesquisa está registrada sob os números BR-05239/2026 e MS-06794/2026.

A definição sobre primeiro ou segundo turno ocorrerá com a votação deste domingo.

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