Polícia Penal faz varredura no presídio de Corumbá em busca de celulares e ilícitos

O Estabelecimento Penal Masculino de Corumbá passa nesta segunda-feira, 28 de setembro, por uma operação de revista voltada à localização de materiais proibidos e de pontos usados para comunicação irregular dentro da unidade. A ação reúne policiais penais de Corumbá, equipes do Comando de Operações Penitenciárias e setores de inteligência.

Durante as buscas, os agentes utilizam equipamentos de varredura e georradar para ampliar a inspeção em celas, galerias e outras áreas do presídio. A tecnologia ajuda a indicar locais que precisam de uma revista mais detalhada, principalmente onde houver suspeita de esconderijos ou estruturas alteradas.

Integrante da Operação MUTE, coordenada nacionalmente pela Secretaria Nacional de Políticas Penais, a fiscalização também conta com representante da Polícia Penal Federal. Nesta etapa em Mato Grosso do Sul, o trabalho já passou por unidades de Coxim, Dourados e Jardim antes de chegar a Corumbá.

Estado chega a 71 grandes operações em 2026

Com a ação desta segunda-feira, a Polícia Penal contabiliza 71 grandes operações de revista e fiscalização realizadas nos presídios de Mato Grosso do Sul ao longo de 2026. Além dessas mobilizações, as unidades mantêm inspeções de rotina definidas conforme informações levantadas pelas equipes operacionais e de inteligência.

Outro recurso usado neste ano é a Operação Modo Avião, que emprega equipamentos capazes de identificar sinais de telefonia móvel. Segundo a Agepen, essa ferramenta já foi usada em 16 estabelecimentos penais de Mato Grosso do Sul e serve para direcionar revistas a áreas onde há indícios de uso de celulares.

O diretor-presidente da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini, afirmou que a tecnologia é usada junto do trabalho dos policiais nas unidades.

“Esse modelo combina monitoramento, análise de informações, planejamento operacional e presença dos policiais penais nas unidades, permitindo identificar possíveis vulnerabilidades e atuar de forma preventiva”, comenta.

“Com a combinação de experiência operacional, inteligência e tecnologia, a Polícia Penal amplia sua capacidade de prevenção, identificação de vulnerabilidades e resposta às tentativas de utilização do sistema prisional para atividades criminosas”, finaliza.

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