Inep estuda dividir redação do Enem em quatro textos a partir de 2028

O presidente do Inep, Alexandre Lopes, apresenta detalhes da força-tarefa aplicada para avaliação do resultado do Enem

Em discussão no Inep, uma proposta para o Enem prevê substituir a redação única por quatro produções escritas distribuídas entre as áreas de conhecimento a partir de 2028. O modelo ainda não foi aprovado e deverá continuar em análise técnica até o fim de 2026.

Pelo desenho preliminar, Linguagens teria uma produção de 20 linhas. Ciências Humanas, Ciências da Natureza e Matemática teriam uma questão discursiva de dez linhas em cada área, totalizando 50 linhas de produção escrita ao longo do exame.

Com a mudança em estudo, a avaliação da capacidade de escrever deixaria de ficar concentrada em um único texto e passaria a integrar diferentes partes da prova. As discussões ocorrem dentro da revisão do formato do Enem prevista para os próximos anos.

Até esta sexta-feira (18), entretanto, nenhuma alteração havia sido aplicada às regras da edição de 2026. A cartilha publicada pelo próprio Inep mantém a redação dissertativo-argumentativa de até 30 linhas, corrigida a partir de cinco competências.

Enem 2026 mantém formato atual

Para os participantes deste ano, a redação continua no primeiro dia de provas, marcado para 8 de novembro, junto com Linguagens e Ciências Humanas. A segunda etapa será aplicada em 15 de novembro, com Ciências da Natureza e Matemática.

Cada redação poderá receber até 1.000 pontos. Conforme a cartilha oficial, dois avaliadores fazem a correção e atribuem notas de até 200 pontos em cada uma das cinco competências previstas.

Além da redação, o Enem segue com 180 questões objetivas distribuídas pelas quatro áreas de conhecimento. Os resultados continuam sendo utilizados em processos de acesso ao ensino superior e em programas como Sisu, Prouni e Fies.

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