Bolsa Família é reajustado para R$ 691 em outubro e alcança mais de 184 mil famílias em MS
O valor mínimo do Bolsa Família sobe de R$ 600 para R$ 691 a partir da folha de outubro. Em Mato Grosso do Sul, o programa atendia 184.860 famílias nos 79 municípios em maio, último levantamento estadual divulgado pelo governo federal, com pagamento médio de R$ 696,37.
Campo Grande concentrava 47.573 famílias atendidas, seguida por Dourados, com 13.027, Corumbá, com 9.191, Ponta Porã, com 8.781, e Três Lagoas, com 7.178. Somente em maio, os pagamentos do programa movimentaram R$ 128,5 milhões em Mato Grosso do Sul.
O reajuste de 15,04% também será aplicado aos valores adicionais que formam o benefício. O pagamento por integrante da família passa de R$ 142 para R$ 164, enquanto o adicional destinado a crianças pequenas sobe de R$ 150 para R$ 173. Outros benefícios de R$ 50, pagos conforme a composição familiar, passam para R$ 58.
Mesmo com o novo piso de R$ 691, muitas famílias poderão receber valores maiores porque os adicionais são somados de acordo com o número e o perfil dos integrantes. Em Mato Grosso do Sul, o valor médio de R$ 696,37 registrado em maio já ficava acima do antigo mínimo de R$ 600.
Novos valores começam a valer em outubro
O reajuste foi definido pelo governo federal com base na variação acumulada do INPC desde março de 2023. Os pagamentos com os novos valores começam na folha de outubro, cujo calendário tem início no dia 19, conforme o número final do NIS de cada beneficiário.
Em Mato Grosso do Sul, 110,8 mil crianças de até seis anos recebiam em maio o adicional da Primeira Infância. Outros pagamentos complementares alcançavam 7.356 gestantes, 4.128 nutrizes e 167,9 mil crianças e adolescentes.
O governo estima que o reajuste aumentará os gastos com o programa em R$ 5,8 bilhões ainda em 2026. Para 2027, quando os novos valores valerão durante todo o ano, o custo adicional previsto é de aproximadamente R$ 22 bilhões.
O piso do Bolsa Família não era reajustado desde a reformulação do programa em 2023. Para receber o benefício, a regra principal continua sendo renda mensal de até R$ 218 por pessoa da família, além da inscrição no CadÚnico e do cumprimento das exigências previstas pelo programa.
O anúncio do reajuste foi feito nesta quinta-feira, 17 de setembro, a 17 dias do primeiro turno das eleições de 2026, marcado para 4 de outubro. O governo informou que a atualização corresponde à reposição da inflação acumulada pelo INPC desde 2023.
