Barão do Tráfico morre em hospital de Campo Grande após internação em estado grave

Cela de presídio federal de segurança máxima vazia, ilustrando a notícia da morte do traficante Barão do Tráfico.
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Conhecido como Barão do Tráfico e apontado pela Polícia Federal como um dos maiores traficantes do Brasil, Leonardo estava internado na Unidade do Trauma da Santa Casa de Campo Grande desde segunda-feira (17). Ele cumpria pena na Penitenciária Federal local, somando condenações que chegavam a 39 anos por tráfico internacional de drogas.

O preso deixou o presídio em uma ambulância do Samu, conforme apurou a reportagem. A defesa, representada pela advogada Ana Cláudia Alves, informou que Leonardo apresentava queixas de saúde desde a semana passada, sendo encaminhado para atendimento médico e permanecendo internado em estado grave.

Defesa e família agora aguardam as providências das autoridades para liberação e traslado do corpo. Em nota, a advogada destacou que o preso não tinha vínculos com Campo Grande e foi transferido de Goiás, onde vivia sua família. “O prisioneiro cumpria pena em Campo Grande, cidade com a qual não possuía qualquer vínculo, tendo sido transferido do Estado de Goiás, onde mantinha seu domicílio e seus vínculos familiares”, discorre a nota. “Espero que o mesmo Estado que o levou vivo tenha a responsabilidade de trazê-lo de volta a Goiás, ainda que agora morto”, finaliza Ana Cláudia.

Trajetória no crime

O histórico criminal de Leonardo remonta ao fim dos anos 1990. Em janeiro de 2003, a Folha de S.Paulo noticiou sua condenação a 23 anos e quatro meses de prisão por tráfico internacional de drogas, após a apreensão de 327 quilos de cocaína em Cocalinho, no Mato Grosso, em 1999. Investigações apontaram Leonardo como líder do grupo, e registros telefônicos indicavam ligações para Colômbia, Suriname e Peru dias antes da apreensão. Na época, ele negou envolvimento e a defesa anunciou recurso.

O Barão do Tráfico ganhou projeção durante a Operação Diamante, que investigava tráfico e suspeitas de compra de sentenças no Judiciário. Em 2009, foi transferido da carceragem da PF em Goiânia para a Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná. Segundo O Globo, mesmo preso, ele comandava por celular uma organização criminosa com ramificações no Suriname, Venezuela, Colômbia e Holanda. Naquele período, a PF atribuía ao grupo a movimentação de até quatro toneladas de drogas por ano, e 59 pessoas foram presas em nove estados e no Distrito Federal.

Em 2023, o UOL o apontou como ex-aliado de Fernandinho Beira-Mar, que também passou pelo presídio federal de Campo Grande. Registros indicam que Leonardo integrou a lista de procurados da Interpol e foi investigado por negociar cocaína com as Farc em troca de dinheiro e armamentos, movimentando cerca de 400 quilos de cocaína por mês no início dos anos 2000. Ele também foi preso em 2013, passou ao regime semiaberto com tornozeleira eletrônica em agosto de 2018, e voltou a ser detido em setembro de 2019, durante operação que investigava o uso de pequenos aviões para transportar drogas à Europa.

As informações são do Campo Grande News

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