Delegado da PF é alvo de operação que apura venda de informações sigilosas

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Delegado da Polícia Federal em Marília, Interior de SP, José Navas Júnior. — Foto: Reprodução/TV Tem
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A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (19) a Operação Sinon para investigar um suposto esquema de corrupção envolvendo o fornecimento de informações sigilosas de investigações policiais em troca de vantagens financeiras. Um delegado da própria corporação, José Navas Júnior, está entre os principais alvos.

Segundo a PF, o delegado teria utilizado, desde 2023, o cargo e o acesso aos sistemas corporativos para realizar consultas direcionadas sobre pessoas e procedimentos que eram investigados pela instituição. As informações obtidas seriam repassadas a investigados, permitindo que eles tomassem medidas para dificultar ou frustrar diligências policiais.

O esquema, conforme a investigação, teria beneficiado organizações criminosas envolvidas em diferentes atividades ilícitas, entre elas contrabando de cigarros, trabalho escravo, lavagem de dinheiro, crimes ambientais e desvios de recursos públicos.

A operação cumpre oito mandados de busca e apreensão em endereços localizados em São Paulo e no Rio Grande do Sul. A Justiça também autorizou medidas de bloqueio e sequestro de bens. As ordens foram expedidas pela 1ª Vara Federal da Justiça Federal em Marília, no interior de São Paulo.

Delegado é afastado das funções

Além das buscas, foram impostas medidas cautelares contra José Navas Júnior. Entre elas estão a suspensão do exercício da função pública e a proibição de acesso às dependências, aos sistemas e aos recursos tecnológicos da Polícia Federal.

A investigação também alcança dois empresários e advogados apontados como possíveis intermediários dos pagamentos. Segundo os investigadores, os empresários, que também são alvo de investigações da PF, teriam pago pelos dados sigilosos.

A apuração envolve suspeitas dos crimes de violação de sigilo funcional, corrupção passiva e ativa, associação criminosa e embaraço à investigação de organização criminosa.

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Foto: Divulgação da PF

A Polícia Federal informou que as investigações continuam para identificar todos os envolvidos, esclarecer a origem e o destino dos recursos movimentados e dimensionar os possíveis prejuízos causados às investigações que teriam sido afetadas pelo vazamento de informações.

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Foto: Divulgação da PF
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