Médico investigado por fraude na Saúde de Nioaque segue preso após audiência de custódia
Justiça mantém detenção de Robson Aguilar, alvo da Operação Auditus, em decisão que devolveu o caso ao Núcleo de Garantias
O médico e empresário Robson Roosevelt Ferreira Aguilar, um dos alvos da segunda fase da Operação Auditus, permanece preso depois de passar por audiência de custódia neste sábado (15), em Campo Grande. A detenção dele ocorreu por mandado de prisão preventiva expedido pelo Núcleo de Garantias da Capital, e a ordem continua valendo. Durante o procedimento, conduzido pelo juiz Francisco Soliman, não houve relato de violência ou constrangimento por parte do preso, nem pedidos do Ministério Público ou da defesa.
O magistrado explicou que a Vara de Custódia não poderia decidir sobre a manutenção da prisão, já que Robson não foi detido em flagrante, mas sim em cumprimento de mandado. Por isso, o processo foi devolvido ao Núcleo de Garantias, que segue responsável pela ordem. As algemas foram mantidas por questão de segurança na escolta.
Robson e a sócia Bianca Fernandes Leite Aguilar, proprietários da Prontomed Clínica Médica, são apontados como financiadores do esquema que teria fraudado contratos da Saúde de Nioaque, causando um prejuízo estimado em R$ 4 milhões. Segundo as investigações, eles teriam pago vantagens indevidas a agentes públicos para direcionar licitações e liberar pagamentos por serviços que não foram realizados. A dupla foi presa em Bonito.
A apuração também identificou cobranças por consultas, exames e procedimentos que não teriam ocorrido, com uso de documentos falsos. Entre os casos, há exames lançados em nome de pacientes que, conforme o Ministério Público, nunca receberam o atendimento. Além de Robson e Bianca, também foram expedidos mandados contra Tatiane Barbosa de Souza Grubert, gerente administrativa da clínica, a ex-secretária municipal de Saúde Márcia Cristiane Missioneira Jara e o ex-secretário de Governo Vagner Alves Ribeiro Guimarães, que está foragido.

