Polícia Federal libera carga de madeira retida após exames descartarem presença de cocaína em Corumbá

Imagem: G1

A suspeita inicial era de que o material estivesse impregnado com cocaína líquida, o que motivou a apreensão. Contudo, exames realizados pelo Instituto Nacional de Criminalística (INC), em Brasília, não identificaram qualquer vestígio da droga ou de outra substância entorpecente, reforçando resultados anteriores que já apontavam a ausência do entorpecente.

Durante a ação, quatro veículos foram parados em Corumbá e outros quatro em Cáceres, totalizando 260 cargas de madeira apreendidas. Os caminhões ficaram armazenados no pátio da Agesa, um porto seco na fronteira entre Brasil e Bolívia, enquanto as análises eram feitas. Amostras de serragem foram retiradas das toras e submetidas a diferentes tipos de testes, inclusive com a participação de especialistas de outras localidades.

A princípio, a apreensão foi anunciada como uma das maiores já registradas no país envolvendo cocaína escondida em madeira. No entanto, a hipótese passou a ser questionada, inclusive por autoridades bolivianas, e os novos laudos confirmaram que não havia droga no carregamento.

Caminhões de madeira apreendidos durante a Operação Timber Shield em pátio fiscal.

A operação foi conduzida pela Receita Federal em parceria com a Polícia Federal, o Exército Brasileiro e órgãos de inteligência dos Estados Unidos e da Bolívia. A carga tinha como destino os estados de Mato Grosso do Sul e Paraná, com parte dos caminhões seguindo para Campo Grande antes da distribuição da madeira. Com a conclusão das análises e a confirmação da ausência de cocaína, os veículos e a madeira foram liberados.

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