Carga de madeira segue retida mesmo após PF descartar presença de cocaína
Perícia da Polícia Federal em Corumbá não identificou presença de cocaína em todas as amostras analisadas. Apesar disso, a Receita Federal manteve a retenção das 260 toneladas de madeira e informou que a carga continuará retida até a conclusão dos laudos do Instituto Nacional de Criminalística.
A suspeita de contaminação partiu de informações de inteligência compartilhadas pela DEA e pela FELCN boliviana, segundo a Receita Federal. A própria Receita e agentes da FELCN realizaram narcotestes preliminares que apresentaram reação indicativa de possível cloridrato de cocaína, exames que o órgão ressalta não substituem a perícia laboratorial.
Retenção preventiva e próximos passos
Equipes da aduana boliviana e da FELCN foram ao porto seco de Corumbá e solicitaram o retorno da carga ao território boliviano para fiscalização, conforme informado pela Receita. Diante das informações de inteligência e dos resultados dos testes iniciais, a Receita reteve cautelarmente a mercadoria e acionou a Polícia Federal para conduzir as investigações e os exames periciais.
A Polícia Federal instaurou inquérito para dar continuidade às diligências, com ciência do Ministério Público Federal e da própria Receita, e seguirá até a finalização das análises. A Receita também informou que eventual pedido de ressarcimento por custos de armazenagem poderá ser apresentado pelo proprietário da mercadoria, mas o reconhecimento do direito à indenização dependerá de análise individual.
A investigação teve início após anúncio da Receita em 21 de junho sobre apreensões de madeira em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso realizadas na Operação Timber Shield, ação conjunta entre autoridades brasileiras, americanas e bolivianas para apurar uma possível nova modalidade de tráfico internacional.
