TSE investiga filiação de Flávio Bolsonaro e afirma que não houve hackeamento

news 196053 1786647948

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, determinou nesta quinta-feira a abertura de apuração sobre o registro do senador Flávio Bolsonaro no partido Missão, após matérias que mostraram dificuldade da equipe do pré-candidato em formalizar sua candidatura no sistema da Corte.

O tribunal comunicou que a inclusão no cadastro partidário não decorreu de invasão do sistema e atribuiu o episódio a operação por credenciais de legenda, ao mesmo tempo em que acionou o Ministério Público Eleitoral e instaurou investigação interna, com prazo de análise até sábado, data em que encerra o prazo para registro de candidaturas.

Posição do TSE

Em nota oficial o Tribunal explicou a conclusão preliminar sobre a origem do registro irregular.

“O Tribunal Superior Eleitoral informa que a filiação de Flávio Bolsonaro ao partido Missão não foi fruto de hackeamento do sistema de filiação partidária, mas sim de uso indevido da ferramenta por parte de alguém que possuía as credenciais da legenda para efetivar filiações”

Reportagens indicaram que a campanha enfrentou dificuldades para concluir o registro da postulação do senador no sistema do TSE justamente pela filiação apontada a outro partido, situação que motivou a apuração determinada pela presidência da Corte.

Reações do partido e do senador

O Partido Missão informou ter identificado a inclusão indevida e relatou tentativa de anulação junto ao sistema do TSE, ação que, segundo a legenda, não foi processada pela Corte no momento.

“O Partido Missão vem a público informar que foi vítima de uma tentativa de filiação fraudulenta de Flávio Bolsonaro. Nosso sistema, ao notar a fraude, tentou realizar no mesmo dia o cancelamento da filiação, ação que foi rejeitada pelo TSE”

Nas redes sociais o senador qualificou o registro como irregular.

“fraudado”

Após a repercussão do caso o Partido Liberal protocolou junto ao TSE pedido de desfiliação do Missão em nome de Flávio Bolsonaro, requerimento que já está em análise pelo tribunal.

As providências abertas pela presidência da Corte e pelo Ministério Público Eleitoral visam apurar a origem do uso das credenciais e a responsabilidade sobre a operação no sistema, sem que até o momento tenham sido divulgadas novas medidas ou conclusões sobre autores ou motivação do ato.

PUBLICIDADE


andorinha

Veja também