Patrimônio de candidatos ao Senado em MS cresce até 687%, aponta TSE

contar e azambuja

O patrimônio declarado por Beto do Movimento (PSOL) teve a maior alta percentual entre os candidatos ao Senado por Mato Grosso do Sul com dados comparáveis, ao passar de R$ 120 mil para R$ 945 mil. O avanço nominal foi de 687,5%, enquanto Reinaldo Azambuja (PL) apresentou o maior valor absoluto, de R$ 55.976.398,48.

Os dados estão no DivulgaCandContas, sistema do Tribunal Superior Eleitoral, e ainda oferecem um retrato parcial da disputa. Quatro candidatos e seus suplentes tiveram as declarações publicadas até o momento, enquanto os bens de Soraya Thronicke (PSB) e Vander Loubet (PT) ainda não aparecem no sistema e o prazo de registro termina na quinta-feira, 6 de agosto.

As informações são preenchidas pelos próprios candidatos e correspondem aos valores apresentados à Justiça Eleitoral, que podem ser diferentes dos preços atuais de mercado. As comparações também não consideram a inflação acumulada entre uma eleição e outra, portanto indicam apenas a variação nominal.

Maiores patrimônios declarados

Azambuja informou patrimônio 44,6% superior ao registrado em 2018, quando declarou R$ 38.698.697,47 ao disputar a reeleição para o governo estadual. A lista atual inclui 3.343 cabeças de gado avaliadas em R$ 13,3 milhões, benfeitorias rurais de R$ 6,5 milhões, 80 mil sacas de milho estimadas em R$ 4 milhões e uma aeronave Piper declarada por R$ 1,25 milhão, além de propriedades, veículos, créditos, depósitos e investimentos.

Reinaldo Azambuja assume presidência do PL em MS com apoio de prefeitos e lideranças, fortalecendo a sigla para 2026.

Na mesma chapa, o primeiro suplente Nelson Trad Filho (PSD) declarou R$ 3.167.073,80, redução de R$ 58.497,09 ante os R$ 3.225.570,89 informados em 2018. A queda de 1,8% foi o único recuo entre os nomes que permitiram comparação, enquanto o segundo suplente Felipe Mattos (PP) apresentou R$ 10.457.125,38 e não teve uma declaração anterior localizada.

Cláudio George Mendonça (PP), primeiro suplente de Capitão Contar (PL), informou R$ 18.218.633,64 em bens. O valor supera em R$ 15.672.838,40 os R$ 2.545.795,24 declarados em 2016, quando concorreu a vice-prefeito, uma alta de 615,6% em dez anos.

O segundo suplente de Contar, Luciano Medeiros (PP), declarou R$ 4.058.604,88, mas não foram encontrados dados de uma candidatura anterior para comparação. Capitão Contar apresentou R$ 1.660.693,63, valor 184,8% maior que os R$ 583.048,98 informados na eleição estadual de 2022.

Entre os bens de Contar estão um motorhome Iveco 2024 de R$ 618,5 mil, uma caminhonete BYD Shark 2025 de R$ 314 mil, um Suzuki Jimny, uma motocicleta BMW, uma moto aquática e R$ 100 mil de participação no capital de uma empresa. A diferença total em quatro anos alcançou R$ 1.077.644,65.

Beto do Movimento, registrado como Jonas Carlos da Conceição, acrescentou R$ 825 mil ao patrimônio declarado desde a candidatura a vereador de Sidrolândia. A relação atual reúne uma casa de alvenaria avaliada em R$ 250 mil, um lote de R$ 500 mil no Assentamento Eldorado, em Sidrolândia, e três veículos, enquanto as suplentes Elizangela Tiago e Kátia Bastos informaram não ter bens a declarar.

Daniel Rodrigues Junior, o Daniel Junior (Agir), não apresentou patrimônio à Justiça Eleitoral, assim como ocorreu em 2022, quando disputou uma vaga de deputado federal. Os suplentes Alessandro Garcia e Luciene Ramos da Silva também declararam não possuir bens.

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