Tempestade supera média de chuva de julho e agosto e provoca estragos em Campo Grande
Com um acumulado de chuva superior ao esperado para os meses de julho e agosto, uma tempestade acompanhada por mais de 12,6 mil raios atingiu Campo Grande nesta quinta-feira (30), provocando alagamentos, queda de árvores e interrupções no fornecimento de energia elétrica. Em apenas quatro horas, foram registrados 75,2 milímetros de precipitação, volume que ultrapassou as médias climatológicas dos dois meses.
O Corpo de Bombeiros informou que, até o momento, atendeu sete ocorrências de queda de árvores e duas de casas alagadas. Não houve registro de destelhamentos. O temporal também afetou o abastecimento de energia em pelo menos sete bairros da Capital: Parati, Lageado, Centenário, Vila Piratininga, Rita Vieira, Los Angeles e Silvia Regina.

Para restabelecer o fornecimento, equipes da Energisa foram mobilizadas ainda durante a madrugada. Segundo a concessionária, os trabalhos envolveram manobras na rede elétrica, retirada de árvores e galhos sobre a fiação e reconstrução de estruturas danificadas. A distribuidora informou que o serviço está sendo normalizado gradativamente e que segue monitorando as condições climáticas. De acordo com o coordenador da Defesa Civil, Netto, a intensidade da tempestade teria sido suficiente para elevar o alerta meteorológico ao nível laranja. “Nenhum instituto havia previsto a chuva com a chegada desses ventos”, afirmou.
Dados do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec) mostram que os 75,2 milímetros de chuva foram registrados em apenas quatro horas, com medições realizadas até as 8h10. O volume superou a média prevista para julho, de 35,7 milímetros, e também a de agosto, de 45,5 milímetros. Já o sistema NetClima contabilizou mais de 12,6 mil raios entre meia-noite e 9h durante a passagem do temporal.
