Prefeitura e Governo de MS anunciam aporte de R$ 4 milhões para socorrer Santa Casa de Campo Grande
A Prefeitura de Campo Grande e o Governo de Mato Grosso do Sul definiram nesta quinta-feira (3) um aporte emergencial de R$ 4 milhões para a Santa Casa, em meio à crise financeira e operacional enfrentada pelo maior hospital do Estado.
O recurso deverá ser destinado à compra de insumos. A previsão é de que o repasse ocorra nos próximos dias, após a formalização e assinatura do termo aditivo necessário para liberar o dinheiro.
A medida foi articulada depois que médicos da Santa Casa deixaram a instituição alegando salários atrasados há quatro meses. A saída dos profissionais provocou o fechamento de toda a ala de cirurgia cardíaca pediátrica, referência no atendimento da especialidade em Mato Grosso do Sul.
Representantes da Sesau, da Secretaria de Estado de Saúde e da direção do hospital participaram da reunião que definiu as medidas emergenciais.
Além do aporte financeiro, os órgãos criaram uma força-tarefa para acompanhar diariamente a situação da instituição. Reuniões técnicas devem avaliar os serviços mantidos pelo hospital, a disponibilidade de recursos e as necessidades consideradas prioritárias.
Também será analisada a reorganização dos leitos e dos atendimentos oferecidos pela Santa Casa. Entre as possibilidades está a transferência ou contratualização de determinados serviços com outros prestadores.
Enquanto o hospital tenta recompor as equipes médicas e solucionar os problemas relacionados aos contratos, outros hospitais que atendem pelo SUS poderão ser mobilizados para ampliar temporariamente a oferta de vagas.
A crise, porém, vai além da saída dos médicos. Nas últimas semanas, a Santa Casa voltou a suspender cirurgias eletivas e atendimentos ambulatoriais devido à falta de insumos.
Profissionais de diferentes setores também vêm denunciando atrasos salariais e realizando paralisações para cobrar o pagamento dos valores pendentes.
Com o plano emergencial, Prefeitura e Governo do Estado tentam evitar novos prejuízos aos pacientes e reduzir os impactos sobre a rede pública de saúde enquanto a situação financeira e operacional do hospital é discutida.

