Polícia Militar resgata homem após 12 horas de tortura em Três Lagoas e prende cinco suspeitos
Polícia Militar resgatou vítima com punhos amarrados e marcas de agressão em apartamento do bairro Novo Oeste depois de denúncia anônima e prendeu cinco suspeitos
Equipes da Rádio Patrulha e da Força Tática foram até o Condomínio Andorinha após receberem denúncia anônima e encontraram um homem mantido em cárcere privado por mais de 12 horas, segundo a Polícia Militar. A vítima apresentava lesões visíveis e estava com as mãos amarradas por cadarços.
Os militares se aproximaram a pé para evitar risco maior e, ao entrar no imóvel com a porta de vidro entreaberta, constataram que o homem estava cercado por três pessoas. Próximo ao corpo foi apreendida uma faca tática com lâmina de 20 centímetros e os suspeitos iniciais foram detidos no local.
Prisões e investigação
Na delegacia a vítima relatou que havia chegado de Água Clara por volta das 7h daquele dia e foi sequestrada assim que desembarcou. Em depoimento ele contou ter sido agredido com pauladas, ameaçado de morte e submetido a tortura psicológica enquanto era levado entre apartamentos dos condomínios Andorinha e Tuiuiú, acusado de atuar como X-9 e de ter ligação com facção rival.
Após os primeiros três presos, a Polícia Militar retornou às diligências a partir das informações fornecidas na Depac e prendeu mais dois homens em outro imóvel. Um dos detidos usava tornozeleira eletrônica e foi reconhecido pela vítima como agressor direto, outro teria feito ameaças usando arma de fogo durante o cativeiro e ainda foi apontado que um dos presos estava evadido do sistema prisional.
Os cinco foram autuados em flagrante pelos crimes de sequestro, cárcere privado, tortura e integração a organização criminosa. A Polícia Civil de Três Lagoas investiga o caso para identificar outros envolvidos e apurar a participação de detentos do sistema penitenciário que, segundo o depoimento da vítima, orientavam ordens por telefone durante o julgamento paralelo.

