Pesquisa Nacional de Saúde é iniciada pelo IBGE e deve visitar 140 mil domicílios
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística iniciou na semana passada a terceira edição da Pesquisa Nacional de Saúde, realizada em parceria com o Ministério da Saúde, com visitas domiciliares programadas até 30 de novembro.
Ao todo, cerca de 1,8 mil entrevistadores percorrerão aproximadamente 140 mil residências distribuídas por todos os estados brasileiros, em trabalho por amostragem que visa produzir indicadores representativos da população.
Objetivos e usos dos dados
Os resultados irão subsidiar o planejamento do Sistema Único de Saúde, apoiar o fortalecimento da saúde privada e permitir o acompanhamento de metas nacionais e internacionais relacionadas à área, além de orientar políticas públicas e estudos técnicos.
Conforme divulgado pelo IBGE, “Os resultados permitem conhecer melhor a realidade do país, apoiar estudos e pesquisas e subsidiar ações voltadas à promoção da saúde e à redução das desigualdades”.
Coleta complementar e exames
Entre julho e outubro será realizada uma coleta de biomarcadores por meio de exames gratuitos de sangue e urina. Uma amostra estimada entre 15 mil e 20 mil moradores com 35 anos ou mais, residentes em capitais e regiões metropolitanas, será convidada a participar da coleta domiciliar e receberá posteriormente, sem custo, os resultados.
Os exames previstos incluem hemograma, lipidograma que mede taxas de colesterol, hemoglobina glicada usada para avaliar média da glicose nos últimos três meses e auxiliar o diagnóstico de pré-diabetes e diabetes, além de creatinina, ácido úrico, sódio, potássio, sorologia para Chikungunya e investigação da possível presença de metais pesados como chumbo e mercúrio.
As análises dessas amostras permitirão gerar indicadores sobre doenças crônicas, fatores metabólicos, função renal e exposição a contaminantes ambientais entre outros aspectos de saúde.
Questionário, medidas e amostragem
O trabalho de campo combina um questionário domiciliar com perguntas sobre características do domicílio, condições de saúde dos moradores e fatores que afetam a qualidade de vida, entre eles doenças crônicas não transmissíveis, saúde da mulher, envelhecimento, saúde bucal, saúde mental, atividade física, alimentação, tabagismo e consumo de álcool.
Em cada domicílio será sorteado aleatoriamente um morador de 15 anos ou mais para responder ao questionário individual. Os participantes selecionados terão aferida a pressão arterial, o peso e a altura como parte das medições antropométricas da pesquisa, com objetivo de monitorar indicadores de risco como hipertensão e excesso de peso corporal.
Todas as informações coletadas são sigilosas e tratadas de forma confidencial pelo instituto.
A participação dos moradores das residências selecionadas é considerada essencial para que os resultados reflitam a realidade do país, por isso o IBGE recomenda que, ao receber a visita de um pesquisador devidamente identificado, o cidadão colabore com as respostas.
Os servidores do IBGE que estão em campo passaram por um treinamento nacional específico, que incluiu aplicação dos questionários, procedimentos de antropometria e aferição da pressão arterial. Todos os entrevistadores estarão identificados com crachá, uniforme institucional e dispositivo eletrônico de coleta de informações.
Para confirmar a identidade dos entrevistadores ou obter mais informações sobre a pesquisa a população pode acessar o site Respondendo ao IBGE ou ligar gratuitamente para 0800 721 8181. O atendimento funciona de segunda-feira a sábado, das 8 horas às 21h30, no horário de Brasília.
A edição de 2026 é a terceira realizada desde o início da série, que teve a primeira rodada em 2013 e a segunda em 2019, permitindo a comparação temporal de indicadores e o acompanhamento das mudanças no perfil de saúde da população brasileira.


