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Mato Grosso do Sul estabelece núcleo para implantar cuidados paliativos na rede pública

Equipe multiprofissional em reunião para organizar cuidados paliativos na rede pública

Mato Grosso do Sul cria núcleo para organizar a implantação de cuidados paliativos na rede pública com formação de equipes e garantia de insumos

A Secretaria Estadual de Saúde criou nesta quarta-feira (8) um núcleo destinado a implantar e organizar os cuidados paliativos na rede pública do estado. A iniciativa visa estruturar atendimentos em hospitais e na atenção básica, orientar a formação de equipes especializadas e capacitar cuidadores e familiares para o acompanhamento de pacientes com doenças graves ou crônicas.

A ação busca alinhar o atendimento à Política Nacional de Cuidados Paliativos publicada pelo Ministério da Saúde em 2024 e pretende oferecer tratamento mais humanizado que minimize dores e amplie o acesso a medicamentos e insumos. A proposta também tem entre seus objetivos reduzir desigualdades na assistência entre diferentes regiões do estado. O texto da SES destaca que cuidados paliativos não significam apenas atenção para quem está com morte próxima e que muitos pacientes precisam desse tipo de suporte para controlar sintomas e manter qualidade de vida.

Como o núcleo vai operar

O núcleo será composto por um médico paliativista e representantes da Atenção Primária à Saúde, da Assistência Farmacêutica, da Assistência à Saúde, da Saúde Digital e da Regulação estadual. Entre as atribuições estão organizar a rede básica e hospitalar para atender pessoas de todas as idades, participar da definição de critérios de diagnóstico e articular o cuidado domiciliar, além de propor estratégias para evitar falta de medicamentos e insumos. O grupo também deverá promover ações de capacitação para equipes multiprofissionais, apoiar o uso da teleconsultoria, desenvolver ações educativas sobre cuidados paliativos na sociedade e colaborar no treinamento de familiares e cuidadores de pacientes em tratamento domiciliar.

Entre os casos que ilustram a demanda por esse tipo de atenção estão o do fotógrafo Roberto Higa e do advogado Tiago Pitthan, que receberam diagnósticos de câncer terminal e tiveram indicação de cuidados paliativos. A criação do núcleo busca responder a necessidades práticas do sistema de saúde e organizar medidas que facilitem o acesso a um atendimento contínuo e integral para esses pacientes.

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