Ministério da Saúde recomenda vacinar bebês após casos de sarampo em São Paulo

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O Ministério da Saúde orientou vacinar bebês em São Paulo após a confirmação de três casos de sarampo em crianças menores de dois anos, registrados na zona norte da capital na sexta-feira (26). A medida foi estendida também a Guarulhos em razão da intensa circulação de pessoas na cidade.

A recomendação prevê a administração da chamada dose zero em crianças de 6 a 11 meses e 29 dias, para reforçar a proteção nessa faixa etária mais suscetível a formas graves da doença e reduzir a cadeia de transmissão.

A dose zero não substitui as aplicações previstas no Calendário Nacional de Vacinação, que está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde para pessoas de 12 meses a 59 anos, e deve ser complementada pelos esquemas vacinais regulares.

Além da vacinação, estão em curso medidas de vigilância destinadas a conter a disseminação local, entre as quais busca ativa de casos suspeitos, identificação e monitoramento de contactantes, investigação epidemiológica e bloqueio vacinal nas áreas consideradas de maior risco.

Os três casos podem ter ocorrido após contato com pessoas procedentes do exterior, e há relação geográfica entre as ocorrências, já que duas das crianças frequentam a mesma creche e a terceira mora na mesma região, conforme divulgado pela Agência Brasil. A nota foi produzida por estagiário da Agência Brasil sob supervisão de Odair Braz Junior.

No ano anterior o Brasil registrou 38 casos de sarampo, todos classificados como importados, motivo pelo qual o país manteve o status de livre de transmissão endêmica. Em contraste, a circulação do vírus aumentou em outras nações do continente americano, com 11.771 casos no México neste ano, 2.104 nos Estados Unidos e 1.073 no Canadá, cenário que levou a Organização Pan-americana de Saúde a retirar do continente americano o status de região livre de transmissão endêmica no ano passado.

A orientação para vacinar bebês na capital paulista e em Guarulhos integra uma resposta imediata do Ministério da Saúde, cujo objetivo é reforçar a proteção de lactentes e impedir novos eventos de transmissão local diante do cenário epidemiológico internacional.

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