Polícia Federal faz operação contra esquema de cigarros contrabandeados em Campo Grande

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A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (16) a Operação Rota Clandestina em Campo Grande, com foco no combate a uma organização criminosa suspeita de importar cigarros ilegalmente do Paraguai para venda em diferentes regiões do país.

Segundo a Polícia Federal, estão sendo cumpridos 14 mandados de busca e apreensão. Desse total, 13 são em Campo Grande e um em Santa Luzia, Minas Gerais. A Justiça também autorizou cinco mandados de prisão preventiva e cinco medidas cautelares de monitoração eletrônica.

As determinações judiciais incluem ainda o bloqueio de contas bancárias e o sequestro de bens móveis e imóveis ligados aos investigados.

As apurações foram realizadas em conjunto pela Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Receita Federal. De acordo com os órgãos envolvidos, o compartilhamento de informações e a atuação integrada permitiram o avanço das investigações e a identificação da estrutura utilizada pelo grupo.

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Investigação aponta estrutura organizada

Conforme a investigação, os suspeitos atuavam com divisão de funções e hierarquia definida. Os elementos reunidos apontam que a organização era responsável por trazer cigarros do Paraguai para o Brasil por meio de rotas clandestinas e, posteriormente, distribuir a mercadoria para outros estados.

Ainda segundo a Polícia Federal, o grupo também realizava operações ilegais de envio de recursos ao exterior por meio do chamado sistema dólar-cabo, utilizado para pagar fornecedores paraguaios sem o registro formal das transações financeiras.

Os investigadores identificaram ainda indícios de ocultação patrimonial, com bens registrados em nome de terceiros para dificultar o rastreamento dos valores obtidos com as atividades ilícitas.

De acordo com a Polícia Federal, os fatos apurados podem configurar os crimes de organização criminosa, contrabando, evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

O nome Operação Rota Clandestina faz referência às rotas alternativas e aos métodos ilegais que, segundo as investigações, eram utilizados para introduzir os cigarros no território nacional e abastecer mercados em diferentes unidades da federação.

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