Governo anuncia crédito para motociclistas de aplicativos com juros reduzidos

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O programa Move Motos foi lançado pelo governo federal para oferecer linha de crédito a motociclistas que atuam em plataformas de aplicativos, com condições destinadas a financiar ciclomotores, motonetas, motocicletas e bicicletas elétricas produzidas no Brasil ou com projeto de produção nacional.

O financiamento cobre 100% do valor do veículo e permite a aquisição sem pagamento de entrada, conforme divulgado pelo Planalto. A taxa anunciada é de 12,5% ao ano, equivalente a 0,99% ao mês para homens e 0,91% ao mês para mulheres, e a contratação será operacionalizada por meio da plataforma gov.br/movebrasil.

No Palácio do Planalto, a presença dos trabalhadores foi destacada como marco de reconhecimento pelo presidente.

“Hoje, pela presença de vocês aqui no Palácio, nós estamos completando possivelmente a última força de trabalho considerada invisível neste país, que agora está deixando de ser invisível e passa a ser tratada como cidadã e cidadão de primeira classe”

O presidente ressaltou ainda a necessidade de que trabalhadores acompanhem a implementação do programa e cobrem eventuais falhas na sua execução.

Requisitos e calendário

Para habilitar-se ao financiamento, os interessados devem ter ao menos seis meses de cadastro na plataforma oficial e um mínimo de 100 corridas realizadas. Profissionais contratados pela CLT precisam comprovar pelo menos seis meses de exercício na atividade. Após o cadastro, o trabalhador será informado sobre sua elegibilidade.

A partir de 13 de julho, os profissionais que receberem a confirmação poderão procurar a Caixa, o Banco do Brasil ou instituições financeiras habilitadas para análise de crédito e contratação do financiamento. Está prevista a criação, pelo Banco do Brasil e pela Caixa Econômica Federal, de um calendário de feirões também a partir de 13 de julho, em polos específicos, com participação de concessionárias e instituições financeiras.

Benefícios, cobertura e operacionalização

Além do veículo, o financiamento poderá incluir seguro prestamista para garantir o pagamento em caso de imprevistos, bem como a aquisição de capacetes, baterias e pontos de carga elétrica. Todos os produtos e serviços relacionados estarão disponíveis na plataforma gov.br/movebrasil.

O presidente pediu que Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal organizem seus funcionários em prazo de 30 dias para atender de forma proativa e sem burocracia os interessados em obter financiamentos.

Durante o lançamento, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência antecipou comparações com as condições do mercado e destacou prazos de carência.

“Hoje o juro médio para comprar moto está em 27% ao ano, mas conseguimos chegar a 12,5% ao ano, que é menos da metade do juro na concessionária”

O ministro também explicou a regra de carência. “Quem comprar a moto em julho, por exemplo, começa a pagar apenas em outubro”

Foi informado que profissionais com restrição de crédito não poderão aderir inicialmente, mas terão a opção de recorrer ao programa Desenrola para regularizar a situação e, assim, se habilitar ao financiamento.

O Move Motos integra o conjunto de linhas do Move Brasil, criado para facilitar a renovação de frotas por meio de condições de financiamento. No primeiro dia de operações do Move Brasil foram contratados R$ 3,2 bilhões em crédito dos R$ 21,2 bilhões colocados à disposição pelo BNDES, responsável por operar os recursos. Para o segmento de máquinas agrícolas, R$ 10 bilhões estão disponíveis para micro e pequenos empreendedores.

Em paralelo, no Move Aplicativos, 740 mil profissionais já atenderam aos requisitos para acessar a linha destinada a motoristas de aplicativo e taxistas, e a análise de crédito e contratação com os bancos começou em 19 de junho. O governo federal abriu crédito extraordinário de R$ 30 bilhões para a compra de veículos por motoristas de táxi e de aplicativo, valor que será repassado pelo Ministério da Fazenda ao BNDES para operacionalização.

O programa Move Motos terá de ser acompanhado pelos beneficiários e pelas instituições financeiras para assegurar a efetividade das medidas anunciadas, segundo as orientações divulgadas pelo governo.

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