Lula visita Hospital do Amor Interestadual e destaca acesso igualitário à radioterapia
Na sexta-feira, durante a inauguração do Hospital do Amor Interestadual em Lagarto, Lula ressaltou pela primeira vez o tratamento de radioterapia ao qual está sendo submetido, “Hoje, a pessoa mais pobre desse país, se tiver que fazer radioterapia, ela vai fazer na mesma máquina que faz o presidente dos Estados Unidos, da China ou do Brasil. Eu estou fazendo radioterapia na minha cabeça. Qualquer pessoa que for fazer vai fazer em uma máquina igual à que eu faço, porque eu não sou melhor do que vocês” e relacionou a disponibilidade do equipamento à proposta de universalidade do atendimento.
Acompanhado do ministro da Saúde Alexandre Padilha, o presidente frisou a modernidade dos serviços oferecidos pela unidade que se tornou referência no combate ao câncer, atendendo 153 municípios de Sergipe, Alagoas, Bahia e Pernambuco.
Financiamento e alcance
O governo destinou R$ 137,5 milhões para a implantação e o funcionamento do hospital, garantindo atendimento 100% SUS para 2,9 milhões de pessoas, conforme informações sobre os investimentos federais na unidade. A estrutura foi pensada para ser referência no Nordeste e integrou o programa Agora Tem Especialistas, com o objetivo de levar diagnóstico e tratamento de câncer a regiões antes desassistidas, fora dos grandes centros.
Tratamento do presidente e acompanhamento médico
Lula teve a lesão retirada em 24 de abril e se submete a um procedimento preventivo de 15 sessões de radioterapia no Hospital Sírio-Libanês, em Brasília, com aplicações distribuídas ao longo de três semanas e duração aproximada de dois minutos cada, detalhando o cronograma do tratamento.
De acordo com o Sírio-Libanês, o presidente seguirá com suas atividades diárias sem restrições, mantendo acompanhamento das equipes médicas lideradas pelo cardiologista Roberto Kalil Filho e pela médica Ana Helena Germoglio.
O presidente voltou a cobrar respeito à soberania brasileira ao comentar a classificação de facções criminosas brasileiras como terroristas pelo governo dos Estados Unidos e questionou a postura das autoridades estrangeiras, “Não aceitamos ser tratados como moleques. Não aceitamos ser tratados como se fôssemos uma republiqueta” demonstrando insatisfação com a forma de tratamento internacional.
Mais cedo, durante visita à Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Sergipe Fafen-SE, no município de Laranjeiras, Lula abordou o mesmo tema e afirmou posição sobre o combate ao crime organizado, “Comando Vermelho e PCC são terroristas, mas para as comunidades brasileiras, para a sociedade brasileira e para o povo da periferia, porque incomodam famílias, bairros e cidades. São terroristas e vamos combatê-los aqui dentro. [Para isso,] aprovamos a Lei Antifacção, a lei de combate ao crime organizado” e transmitiu preocupação com a repercussão internacional, ao se declarar “muito triste” com a classificação feita pelo secretário de Estado dos Estados Unidos Marco Rubio.

