Advogado do Caso Henry Borel é liberado e retoma defesa no júri

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O advogado Fabiano Tadeu Lopes, que chefia a defesa de Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, sofreu um infarto quatro dias antes, mas comunicou que voltará ao 2º Tribunal do Júri ainda esta semana, conforme confirmado à Agência Brasil pelo advogado Rodrigo Faucz.

Fabiano Lopes assinou um termo de responsabilidade, uma forma de “auto alta médica”, e pretende voltar ao tribunal na quinta-feira (28), com acompanhamento médico.

Na segunda-feira (25) foi informado à juíza Elizabeth Machado Louro que o advogado estava com 30% da capacidade cardiorespiratória, dado considerado pela defesa como motivo para pleitear novo adiamento do julgamento.

Retomada da sessão e embate sobre a defesa

O julgamento, que investiga a morte do menino Henry Borel em março de 2021, entrou no terceiro dia nesta quarta-feira, após uma retomada que sucedeu o abandono do júri pela defesa em 23 de março por reclamação de falta de acesso às provas.

Antes do início do debate sobre questões processuais, Dr. Jairinho chegou a solicitar à juíza nova data para análise do caso ao alegar que o advogado hospitalizado liderava a equipe de defesa e era o mais preparado para representá-lo perante os jurados, movimento que incluiu a destituição dos demais advogados.

A juíza avaliou a ação como medida protelatória, mas encaminharia o pedido pelo deferimento diante da ausência de defesa constituída, condicionando, porém, o adiamento à transferência de Jairinho para o presídio Bangu 1. Diante da exigência, Jairinho recuou e constituiu novamente os advogados, o que permitiu o início da sessão.

Depoimentos, provas e acusação

Foram ouvidos na terça-feira delegados que atuaram na investigação, entre eles Edson Henrique Damasceno, então titular da delegacia que apurou a morte de Henry, e Ana Carolina Medeiros.

Edson Henrique Damasceno relatou que a versão dos réus de que a criança teria morrido ao cair de uma cama fazia parte de uma “farsa ensaiada”.

Damasceno detalhou que mensagens recuperadas do celular da babá de Henry, Thayná de Oliveira Ferreira, levaram a polícia a descobrir e confirmar que a mãe tinha conhecimento das agressões.

De início, Jairinho e Monique Medeiros tinham a mesma defesa, mas hoje cada um é assistido por equipes distintas. Ao todo foram arroladas 27 testemunhas de acusação e de defesa e a decisão será tomada por sete jurados. A expectativa inicial era de duração do julgamento por cerca de cinco dias.

Dr. Jairinho responde a seis crimes, entre os quais homicídio qualificado por meio cruel que impossibilitou a defesa da vítima, três torturas praticadas contra criança, fraude processual e coação no curso do processo, entre outros. Monique responde por sete crimes, entre eles homicídio por omissão qualificado e omissão.

A sessão marcada para o terceiro dia teve seu início adiado para as 11h em razão da extensão dos depoimentos anteriores, que se estenderam até as 2 horas da madrugada de quarta-feira.

As informações sobre o retorno de Fabiano Lopes foram confirmadas por Rodrigo Faucz à Agência Brasil e mantêm o cronograma da perícia oral em curso no Tribunal do Júri.

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