Paquistão entrega proposta revisada do Irã que busca encerrar a guerra
Uma fonte paquistanesa que falou à Reuters informou que o Paquistão compartilhou com os Estados Unidos uma proposta revisada do Irã para acabar com a guerra no Oriente Médio e alertou que “não têm muito tempo”.
A fonte acrescentou que os lados “continuam mudando seus objetivos” e reafirmou “Não temos muito tempo” ao descrever a dificuldade de fechar as lacunas entre as posições.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, confirmou posteriormente que as opiniões de Teerã foram “transmitidas ao lado norte-americano por meio do Paquistão”, mas não deu detalhes.
Um frágil cessar-fogo está em vigor após seis semanas de guerra que se seguiram a ataques aéreos israelenses e norte-americanos contra o Irã, e as negociações mediadas pelo Paquistão chegaram a um impasse, enquanto o presidente dos EUA avaliou que o cessar-fogo está “respirando por aparelho”.
No fim de semana, Trump publicou no Truth Social “o relógio está correndo” e acrescentou “é melhor eles se mexerem rapidamente, ou não sobrará nada deles. O tempo é essencial”.
Trump deve se reunir com importantes assessores de segurança nacional nesta terça-feira (19) a fim de discutir opções para retomar a ação militar, informou o site Axios.
Pontos de impasse
Washington pediu a Teerã que desmantelasse seu programa nuclear e suspendesse o bloqueio no Estreito de Ormuz, rota pela qual normalmente passa um quinto do suprimento mundial de petróleo e de gás natural liquefeito.
O Irã exigiu indenização por danos de guerra, o fim do bloqueio dos EUA aos portos iranianos e o término dos combates em todas as frentes, inclusive no Líbano, onde Israel enfrenta a milícia Hezbollah, apoiada por Teerã.
Contexto técnico e político
As questões que impedem as negociações também incluem as ambições nucleares do Irã, sobre as quais EUA e outras grandes potências buscam garantias de que o país não desenvolverá armas nucleares.
Teerã nega que esteja tentando fazê-lo e, além das compensações e das garantias contra novos ataques, quer a retomada das vendas de petróleo iraniano como parte de qualquer solução duradoura.
As informações citadas nesta reportagem foram obtidas por meio de fontes paquistanesas à Reuters, declarações oficiais do Ministério das Relações Exteriores do Irã e reportagens sobre posicionamentos presidenciais e agendas informadas pelo site Axios.

