Mísseis atingem navio de guerra dos EUA perto de Ormuz e geram confronto

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A Marinha do Irã informou que impediu que navios de guerra “americano-sionistas” entrassem no Estreito de Ormuz nesta segunda-feira (4), enquanto a agência Fars relatou que dois mísseis atingiram um navio de guerra dos Estados Unidos próximo a Jask após o navio, segundo a agência, ignorar avisos iranianos.

Uma autoridade de alto escalão dos EUA negou que um navio norte-americano tenha sido atingido por mísseis, conforme publicou um repórter do site Axios, e a Reuters não conseguiu verificar de forma independente os relatos sobre o ataque.

O episódio ocorre depois de um alerta iraniano às forças norte-americanas para que não entrem na hidrovia estratégica, pressupondo uma reação à declaração do presidente Donald Trump sobre auxílio a embarcações retidas no Golfo.

Em publicação no seu site Truth Social o presidente Donald Trump escreveu “Dissemos a esses países que guiaremos seus navios com segurança para fora dessas hidrovias restritas, para que possam continuar livremente e habilmente com seus negócios”

O comando unificado do Irã, em comunicado dirigido a navios comerciais e petroleiros, reiterou a exigência de coordenação com as Forças Armadas para qualquer movimento na área, ressaltando o controle iraniano sobre a segurança local.

Ali Abdollahi, chefe do comando unificado das forças, declarou “Dissemos repetidamente que a segurança do Estreito de Ormuz está em nossas mãos e que a passagem segura dos navios precisa ser coordenada com as Forças Armadas”

Em sequência, Ali Abdollahi declarou “Alertamos que quaisquer Forças Armadas estrangeiras, especialmente o agressivo Exército dos EUA, serão atacadas se tiverem a intenção de se aproximar e entrar no Estreito de Ormuz.”

Desde o início da guerra, o Irã bloqueou quase todos os navios que entram e saem do Golfo, excetuando apenas as suas próprias embarcações, ação que cortou cerca de um quinto das remessas globais de petróleo e gás e elevou preços em torno de 50% ou mais.

Do lado norte-americano, o Comando Central, o Centcom, que também mantém um bloqueio aos portos iranianos buscando pressionar Teerã, informou que apoiará o esforço de retirada e assistência com 15 mil militares, mais de 100 aeronaves, além de navios de guerra e drones.

No comunicado do Centcom o almirante Brad Cooper declarou “Nosso apoio a essa missão defensiva é essencial para a segurança regional e a economia global, enquanto também mantemos o bloqueio naval”

As informações foram divulgadas por fontes estatais iranianas e por agências internacionais, com diferenças nas versões sobre danos materiais, deixando a situação no Estreito de Ormuz sob forte incerteza e vigilância diplomática e militar.

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