Hipertensão é hereditária e pede mudança de hábitos

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O alerta é imediato: a pressão alta é uma condição crônica que exige diagnóstico precoce e mudanças no estilo de vida para evitar complicações graves, como acidente vascular cerebral, enfarte, aneurisma arterial e insuficiência renal e cardíaca.

O Ministério da Saúde define a hipertensão arterial como doença crônica marcada por níveis elevados de pressão sanguínea nas artérias e ressalta a influência genética no problema, com herança dos pais em 90% dos casos, embora fatores comportamentais também interfiram nos níveis.

Sintomas e diagnóstico

Os sinais costumam surgir apenas em situações de pressão muito alta, quando o quadro pode provocar dores no peito, dor de cabeça, tonturas, zumbido no ouvido, fraqueza, visão embaçada e sangramento nasal.

Medir a pressão de forma periódica é a única maneira de detectar o problema, e a recomendação é que pessoas acima de 20 anos realizem aferição ao menos uma vez por ano, com intensificação da vigilância em famílias com histórico da doença.

“Se houver casos de pessoas com pressão alta na família, deve-se medir no mínimo duas vezes por ano”.

Tratamento, diretrizes e prevenção

Embora não haja cura, a hipertensão pode ser controlada por meio de tratamento médico e mudanças de hábitos. “Somente o médico poderá determinar o melhor método para cada paciente”.

Em setembro do ano passado uma diretriz brasileira elaborada pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, pela Sociedade Brasileira de Nefrologia e pela Sociedade Brasileira de Hipertensão reclassificou a aferição 12 por 8 como indicador de pré-hipertensão, com o objetivo de identificar precocemente quem está em risco e estimular intervenções não medicamentosas mais proativas para prevenir a progressão da doença.

Para ser considerada pressão normal a aferição precisa ficar inferior a 12 por 8, enquanto valores iguais ou superiores a 14 por 9 continuam a ser enquadrados como hipertensão nos estágios 1, 2 e 3, a depender da medição feita em consultório por profissional de saúde.

Entre os fatores que afetam a pressão arterial estão tabagismo, consumo de bebidas alcoólicas, obesidade, estresse, elevado consumo de sal, níveis altos de colesterol e sedentarismo, e o enfrentamento desses elementos faz parte da estratégia preventiva.

As medidas recomendadas incluem manter peso adequado por meio de mudança de hábitos alimentares quando necessário, reduzir o uso de sal privilegiando outros temperos, praticar atividade física regular, reservar tempo para lazer, abandonar o fumo, moderar o consumo de álcool, evitar alimentos gordurosos e controlar o diabetes.

O Sistema Único de Saúde fornece medicamentos para hipertensão por meio de unidades básicas de saúde e do programa Farmácia Popular. Para retirada é necessário apresentar documento de identidade com foto, CPF e receita médica dentro do prazo de validade de 120 dias, sendo aceita receita emitida por profissional do SUS ou por médico de hospitais ou clínicas privadas.

O Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial reforça a necessidade de diagnóstico rotineiro, adesão às orientações médicas e mudança de hábitos como estratégia central para reduzir riscos e controlar a doença.

O impacto da condição sobre o organismo também foi explicitado em material oficial do ministério. “A pressão alta faz com que o coração tenha que exercer um esforço maior do que o normal para fazer com que o sangue seja distribuído corretamente no corpo”

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