PF investiga fraude em sistemas federais para simular posse de terras
A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (7) a Operação Terra Forjada para investigar um esquema de inserção de dados falsos em sistemas públicos federais com objetivo de simular posse e domínio de áreas rurais.
As apurações indicam que informações foram manipuladas para criar registros artificiais sobre terras públicas e propriedades privadas já regularizadas. Segundo a investigação, os dados adulterados também buscavam dar aparência de conformidade ambiental, com inclusão de registros inconsistentes ligados à reserva legal.
Um dos alvos teria alimentado os sistemas oficiais com informações ideologicamente falsas, inclusive utilizando dados vinculados a outro imóvel. A prática permitia sobrepor áreas e sustentar tentativas de apropriação indevida de terras públicas, além de interferir em propriedades particulares.
As investigações tiveram início na Base Quadrante, em Corumbá/MS, unidade instalada durante o período crítico de seca e incêndios no Pantanal em 2024. A partir das apurações, foram identificadas manipulações de dados em sistemas oficiais, como o SIGEF (Sistema de Gestão Fundiária) e o SICAR (Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural).
As diligências também apontam que uma empresa envolvida já havia sido investigada anteriormente. Em 2023, ela foi alvo da Operação Terra Nullius, que apurou fraudes fundiárias semelhantes, com inserção irregular de dados para simular posse e tentar regularizar áreas rurais de forma indevida.
Na investigação anterior, foram identificados indícios de grilagem com uso de sistemas públicos para validar registros fraudulentos. A repetição do padrão levou à nova ofensiva da Polícia Federal.
