Operário vence Bataguassu e conquista tricampeonato sul-mato-grossense
O galo celebra o 15º título estadual com virada emocionante e já mira desafios da série D
O Operário garantiu o tricampeonato sul-mato-grossense de 2026 na noite desta quinta-feira (2), ao superar o Bataguassu por 2 a 1, de virada. A partida decisiva foi realizada no Estádio das Moreninhas, em Campo Grande, e consolidou o 15º título estadual na história do clube, além de ser o terceiro consecutivo. Todos os gols do confronto foram marcados no segundo tempo da disputa.
A conquista foi amplamente celebrada por jogadores e dirigentes do Galo, que já direcionam o foco para a Série D do Campeonato Brasileiro, com início previsto para o próximo domingo. O volante Jonas, um dos destaques, expressou sua satisfação com o resultado e o cumprimento da meta. “Muito feliz. A equipe está de parabéns. O objetivo era ser campeão e ser tri. Foi um jogo difícil, o time deles tem qualidade, mas a gente foi crucial e conseguiu o resultado”, afirmou.
Ele também comentou a troca de comando técnico durante o torneio. “Isso faz parte do futebol. A gente não controla. Temos que dar o melhor, independente de quem esteja no comando”. O zagueiro Guilherme Teixeira ressaltou a campanha invicta do time e a dedicação coletiva. “É fruto de muito trabalho. Todo mundo contribuiu para esse título. A gente se cuidou dentro e fora de campo. É humildade e dedicação de todos”, declarou, com os olhos já voltados para o próximo compromisso. “Agora é comemorar hoje e mudar a chave. A Série D começa domingo e a gente quer o acesso”.
Pelo lado do Bataguassu, o atacante Alex Choco valorizou a trajetória da equipe até a final, apesar do desfecho. “A gente fez uma campanha maravilhosa. Quando fizemos o gol, achei que dava para ampliar. Se não toma o pênalti, talvez saísse o segundo e a decisão fosse para os pênaltis”, analisou. Ele lamentou o gol de empate que se seguiu à abertura do placar. “O gol deixou a gente cabisbaixo, mas faz parte. É seguir de cabeça erguida”.
Artilheiro e peça fundamental do time, Choco também mencionou seu futuro, indicando uma possível saída do clube. “Tenho que agradecer a todo mundo. Ainda não posso falar, mas não vou ficar no Bataguassu”. Sobre sua fase goleadora, ele manteve a concentração. “Não deixo isso subir à cabeça. Tento manter o trabalho e espero continuar fazendo gols”.
Ivando Maluf, presidente da SAF do Operário, descreveu o tricampeonato como uma missão cumprida, mesmo diante de um período de transição.
“Foi muito difícil. A gente trocou o pneu com o carro andando, mas conseguimos o tri. O Operário é maior que tudo”, assegurou. Ele ainda justificou a mudança de treinador ao longo da competição. “Foi divergência de pensamento. Cada um segue seu caminho”. Maluf também projetou a performance da equipe no cenário nacional. “Vamos trabalhar muito. A Série D começa já e a gente quer dar resposta. Depois vamos definir o comando técnico”.
O presidente da Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul (FFMS), Estevão Petrallas, elogiou a competitividade do torneio e a presença do público nas arquibancadas. “O Bataguassu fez uma grande campanha. Muitos clubes queriam estar aqui. É bonito ver o estádio com gente, alegria e organização. O futebol é instrumento de inclusão”, disse. Ele concluiu com as expectativas para o próximo ano. “A esperança para 2027 se renova com mais responsabilidade”.

