Festival vende duas toneladas e meia de torta inspirada na miss Brasil Martha Rocha

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Um evento gastronômico realizado na capital paranaense comercializou duas toneladas e meia da famosa torta Martha Rocha em uma ação que envolveu 22 confeitarias locais. Os estabelecimentos participantes ofereceram fatias da sobremesa ao preço fixo de R$ 19,50 para marcar a recente elevação da receita ao posto de patrimônio cultural imaterial do estado.

O reconhecimento oficial ocorreu na Assembleia Legislativa do Paraná com a aprovação do projeto de lei número 924/2025 no dia 10 de fevereiro de 2026. A proposta apresentada pelo deputado estadual Hussein Bakri do PSD destacou o valor histórico e gastronômico da iguaria que atravessa diferentes gerações de brasileiros.

O idealizador do evento e editor da plataforma Curitiba Honesta, Sergio Medeiros, avaliou o impacto afetivo da iniciativa e o resgate da memória local entre os consumidores.

“Muitas pessoas comentavam como o bolo remetia a reuniões de família, a celebrações. Curitibanos que hoje moram fora falavam da saudade desse sabor. As vendas superaram nossas expectativas, mas o principal foi resgatar esse ícone local”

Origem da sobremesa une confeitaria e concurso de beleza

A história do doce começou após a participação da baiana Martha Rocha na terceira edição do Miss Universo em Long Beach na Califórnia. A brasileira conquistou o segundo lugar na disputa vencida pela americana Miriam Stevenson e ganhou imensa popularidade nacional na época.

O impacto cultural da modelo inspirou a confeiteira Dair da Costa Terzado a criar uma homenagem açucarada na tradicional Confeitaria das Famílias localizada no centro de Curitiba. A profissional combinou massa de pão de ló com creme de gemas, suspiro, crocante de nozes e frutas como ameixa ou damasco para compor a novidade.

A iguaria conquistou o público rapidamente e se consolidou ao longo de sete décadas como presença constante em casamentos e aniversários por todo o país. As confeitarias atuais mantêm a versão original nas vitrines e também desenvolvem adaptações modernas com ingredientes como chocolate, brigadeiro e pêssego.

Nascida em Salvador no ano de 1932, a homenageada que deu nome ao doce faleceu em Niterói no Rio de Janeiro aos 87 anos em 4 de julho de 2020. A sobremesa criada em sua homenagem segue viva na cultura popular e agora detém proteção oficial do estado do Paraná.

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