Defesa afirma que Bolsonaro não tinha conhecimento sobre vídeo de Eduardo
A defesa de Jair Bolsonaro comunicou ao Supremo Tribunal Federal que o ex-presidente não teve ciência prévia da gravação produzida por seu filho, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, e protocolou manifestação no tribunal em resposta ao prazo de 24 horas fixado pelo ministro Alexandre de Moraes para explicações sobre o suposto acesso ao vídeo enquanto cumpria prisão domiciliar.
Eduardo Bolsonaro publicou nas redes sociais que enviaria ao pai a gravação da sua participação em um evento de políticos de direita nos Estados Unidos. “Vocês sabem por que eu estou fazendo esse vídeo? Porque eu estou mostrando para o meu pai”
O ex-presidente cumpre prisão domiciliar e está proibido de utilizar celulares ou qualquer outro meio de comunicação externa direta ou por meio de terceiros, conforme as condições impostas para o regime humanitário temporário.
Os advogados de Bolsonaro sustentaram ao STF que ele não participou do episódio e que a gravação foi realizada por um “terceiro”. “O peticionário vem observando de forma rigorosa, integral e permanente todas as condições fixadas para o cumprimento da prisão domiciliar humanitária, especialmente as vedações relativas ao uso de aparelhos de comunicação, utilização de redes sociais e gravação de vídeos ou áudios, diretamente ou por intermédio de terceiros, comprometendo-se a permanecer em absoluto cumprimento dessas e das demais medidas impostas”
A defesa também negou qualquer contato do ex-presidente com terceiros no período em que passou a cumprir a medida domiciliar. “Não há qualquer dado objetivo que indique comunicação atual, direta ou indireta, com o peticionário, tampouco gravação reprodução ou utilização de qualquer meio vedado no âmbito da prisão domiciliar humanitária temporária”
Na semana anterior, o ministro Alexandre de Moraes havia concedido prisão domiciliar temporária de 90 dias para que Bolsonaro se recuperasse de uma broncopneumonia. O ex-presidente foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão na ação penal relativa à trama golpista.

