Trump diz que Cuba é alvo e deixa em aberto possibilidade de ação dos EUA
Ao discursar em um fórum de investimentos em Miami na sexta-feira, 28, o presidente dos Estados Unidos destacou o papel das Forças Armadas e fez referência direta a uma intervenção futura no Caribe. “Eu construí esse grande exército. Eu disse ‘Você nunca terá que usá-lo.’ Mas, às vezes, é preciso usá-lo. E, a propósito, Cuba é a próxima”
O pronunciamento não trouxe detalhes sobre medidas concretas a serem adotadas contra a ilha, mas segue um padrão de declarações em que o presidente repete acreditar que o governo de Havana enfrenta risco de colapso. De acordo com informações da Reuters, o governo iniciou negociações com lideranças de Cuba nas últimas semanas, e o próprio presidente deu a entender que uma ação cinética poderia ser possível.
Na ocasião, Trump também elogiou os sucessos da ação militar dos EUA na Venezuela e no Irã, relacionando essas operações ao fortalecimento da posição norte-americana na região. A fala ocorreu durante o evento em que foram debatidos investimentos e cenário geopolítico, reunindo empresários e autoridades.
O contexto que cerca o anúncio inclui um longo embargo imposto por Washington a Cuba e medidas tomadas pela administração para impedir que a Venezuela forneça petróleo à ilha, ação que tem sido apontada como fator central da atual crise energética em Cuba. Nos últimos meses, a ilha registrou uma série de apagões elétricos que deixaram mais de 10 milhões de pessoas sem luz, afetando hospitais, escolas e outros serviços essenciais.
As declarações e os movimentos diplomáticos suscitam incertezas sobre os próximos passos da política externa norte-americana em relação a Cuba, tema que segue no centro das atenções enquanto autoridades e analistas acompanham os desdobramentos. Com informações da Reuters

