Trump pede que Irã leve a sério plano de cessar-fogo e acelere acordo

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O presidente dos Estados Unidos fez um apelo para que o Irã “levar a sério” uma proposta destinada a encerrar quase quatro semanas de confrontos, ao mesmo tempo em que intermediários relatam trocas de mensagens entre as partes, segundo informações oficiais e fontes regionais.

No Truth Social Trump escreveu “O Irã foi “militarmente obliterado, com zero chance de retorno” e estava “implorando” por um acordo. Chamando os negociadores iranianos de “muito diferentes e ‘estranhos'”. “É melhor eles levarem a sério logo, antes que seja tarde demais, porque quando isso acontecer, não há volta e não será nada bonito.”

Autoridades paquistanesas relataram que existem “Conversas indiretas” entre EUA e Irã, promovidas por mensagens transmitidas por Islamabad e com apoio de outros países como Turquia e Egito, em esforços de mediação que buscam reduzir a escalada regional.

Abbas Araqchi, ministro das Relações Exteriores do Irã, registrou na televisão estatal “Mensagens sendo transmitidas por meio de nossos países amigos e nós respondendo, declarando nossas posições ou emitindo os avisos necessários, não é o que chamamos de negociação ou diálogo” e explicou a distinção entre esses contatos e um processo negocial formal.

Araqchi acrescentou que “No momento, nossa política é continuar a resistência e defender o país, e não temos intenção de negociar” o que indica que, na avaliação iraniana, respostas a intermediários não equivalem à abertura de conversas para encerrar o conflito.

Documentos e reportagens citam uma proposta de 15 pontos apresentada pelos EUA ao Irã por meio do Paquistão que inclui exigências que vão do desmantelamento do programa nuclear iraniano à contenção de seu arsenal de mísseis e à transferência efetiva do controle do Estreito de Ormuz, conforme fontes ouvidas pela imprensa.

Paralelamente, interlocutores iranianos informaram que Teerã endureceu sua posição e formula demandas que passam por garantias contra futuras ações militares, compensação por perdas e até controle formal do Estreito, além de condicionar qualquer cessar-fogo à inclusão do Líbano nos termos do acordo.

Analistas e responsáveis regionais avaliam que a negociação será complexa diante de posições maximalistas apresentadas por ambos os lados e do impacto das perdas humanas entre as altas patentes, em meio a uma escalada iniciada após ataques de EUA e Israel contra o país em 28 de fevereiro.

Em solo israelense o Irã lançou várias ondas de mísseis que acionaram sirenes de ataque aéreo em Tel Aviv e outras áreas, ferindo pelo menos cinco pessoas, enquanto em território iraniano ataques atingiram uma zona residencial em Bandar Abbas e um vilarejo nos arredores de Shiraz onde dois irmãos adolescentes foram mortos, informou a agência de notícias Tasnim.

Relatos acrescentam que um prédio de uma universidade em Isfahan também teria sido atingido, e autoridades israelenses afirmaram ter matado o comandante naval da Guarda Revolucionária do Irã, mantendo ainda outros alvos em vista para enfraquecer capacidades iranianas.

Segundo uma fonte paquistanesa com conhecimento da discussão, Israel retirou Abbas Araqchi e o presidente do Parlamento Mohammad Baqer Qalibaf de sua lista de alvos depois que o Paquistão pediu a Washington que pressionasse Israel a não atacar potenciais interlocutores, conforme declaração à Reuters.

O custo econômico e humanitário do conflito segue em alta, com relatos de escassez de combustíveis que se espalham por diversos mercados e empresas e governos adotando medidas para conter as consequências, segundo informações disponíveis sobre a situação regional e global.

As conversas intermediadas, as exigências dos dois lados e a sequência de ataques mantêm o cenário de incerteza sobre se um acordo de cessar-fogo será alcançado e em que termos, enquanto diplomatas e canais indiretos tentam delimitar pontos de convergência.

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